Nova Direção da Cáritas Diocesana de Aveiro

Foi dada posse, a 2 de janeiro de 2017, por Dom António Moiteiro Ramos, à nova direção da Cáritas, para o próximo quadriénio.

A nova Direção foi nomeada por Decreto do Reverendíssimo Bispo de Aveiro (PDF), datado de 22 de dezembro de 2016.

 

Diácono José Ferreira Alves (Presidente)

Artur Jorge Leite Figueiredo de Almeida (Vice Presidente)

Francisco Manuel do Vale Santos (Secretário)

Pompeu Rodrigues Martinho (Tesoureiro)

Manuel Almeida Domingos Júnior (Vogal)

Manuel Fernando da Costa Leonardo (Vogal)

Ricardo Vara Cavaleiro (Vogal)

Padre João Gonçalves (Assistente Eclesiástico)

Na tomada de posse, Dom António Moiteiro manifestou o apreço pelo trabalho desenvolvido pela Direção cessante e salientou o papel e missão da Cáritas Diocesana de Aveiro, enquanto rosto visível da Igreja Diocesana, no caminho da Misericórdia e da Caridade junto dos mais desfavorecidos e dos que sofrem.

 

Newsletter: Novembro 2016

A Cáritas Diocesana de Aveiro coloca à disposição de toda a comunidade a 21ª edição (PDF) da sua Newsletter.

Desta forma procuramos dar a conhecer as atividades levadas a cabo pela instituição, bem como todas as iniciativas solidárias das quais beneficia. 

O Presidente da Direção
José F. Alves

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MENSAGEM DE SOLIDARIEDADE PARA COM AS VÍTIMAS DOS INCÊNDIOS

Chega o verão, estação do ano por natureza quente, convidativo ao descanso e ao lazer, cujas temperaturas da época as nossas gentes suportariam pacífica e naturalmente se não fossem os incêndios que surpreendentemente deflagram um pouco por toda a parte, instaurando a intranquilidade e deixando um rasto de destruição e de dor humana.

Este ano, têm sido vários os incêndios florestais que ameaçaram vidas e bens, nomeadamente no nosso distrito de Aveiro. As chamas destruíram uma imensa área florestal em Águeda, Anadia e outras zonas da Diocese.

A floresta, que é uma importante fonte de riqueza não só ambiental, pois é um bem fundamental para o equilíbrio da natureza mas também um importante capítulo da nossa economia, com os incêndios torna-se um imenso manto negro e um amontoado de cinzas e escombros, constituindo graves prejuízos ambientais, sociais e económicos.

É conhecido de todos que a dimensão florestal tem uma distribuição geográfica muito marcada, sendo que a grande área se situa no interior, ‘convivendo’ com uma população desertificada, em contraste com o litoral. O abandono de extensas áreas florestais, associadas a certas situações atmosféricas ou a ações negligentes e criminosas, são efetivamente causas do número de incêndios. Águeda é exemplo deste calamitoso ‘cenário’. Aquando da minha visita pastoral, pude constatar a desertificação que assola estas localidades. Como podem estas populações investir na prevenção e combater o fogo florestal, se as circunstâncias e toda a envolvência não lhes são favorável?

Nestes momentos de angústia e de catástrofe, a todos aqueles que foram afetados, que viram os seus bens devorados pelas chamas, para muitos o fruto do trabalho de toda uma vida, expresso a minha solidariedade e uma palavra de esperança cristã. Uma palavra de apreço a todos os bombeiros, “soldados da paz”, que, dedicada e abnegadamente, lutam contra a violência das chamas que consomem bens naturais e materiais, pondo em risco as suas próprias vidas. Uma palavra de apreço e justiça é devida à Proteção civil e Autarquias, sejam elas Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia ou Associações civis, que por todos os meios se colocam ao serviço das populações. Também a minha saudação amiga e estima a todos os escuteiros, tendo à frente a Junta Regional, que prontamente apoiaram os bombeiros, quer nos quartéis quer no terreno, e diligentemente auxiliaram as populações, sem esquecer a preciosa entreajuda dos populares.

A Igreja não é indiferente ao drama das nossas populações. Ontem mesmo houve uma reunião onde estiveram representantes da Cáritas diocesana, das paróquias de Águeda, da Santa Casa de Misericórdia e das Conferências vicentinas para se coordenarem entre si na ajuda a prestar às populações afetadas. De entre algumas medidas já possíveis, desejo salientar: – Deslocação ao terreno de uma equipa de apoio constituída por duas psicólogas clínicas e uma assistente social; Realojamento temporário na Santa Casa da Misericórdia onde há disponibilidade para 20 pessoas; Colaborar na reconstrução das habitações destruídas ou danificadas; Apoiar ao nível de roupas e géneros alimentícios; Fornecimento de refeições por parte da Santa Casa da Misericórdia e do Centro Social Paroquial da Borralha; Apoio espiritual por parte dos nossos párocos.

Todos sabemos o quanto é doloroso, em breves instantes, ver esvaírem-se os bens e sentir-se privado do que tantas vezes é fonte de subsistência! Que as necessidades que forem possíveis colmatar sejam supridas com a ajuda de entidades públicas e privadas e pela mão de gente benfazeja. Não podemos ficar indiferentes à dor alheia e à calamidade que a todos afeta e compromete.

O meu fraterno afeto.

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Aveiro, 11 de agosto de 2016

António Manuel Moiteiro Ramos, Bispo

 

Apoio à Madeira

 

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