O projecto Cria(c)tividade (www.caritas.pt/criactividade) teve como desafio central o de apoiar a autonomização financeira de pessoas que, em situação de desemprego, pretendessem criar o seu próprio negócio. Cumulativamente, visou contribuir para que pequenos negócios já existentes ultrapassassem situações económicas difíceis. Desta forma, pretendeu contribuir activamente para a inclusão social e o desenvolvimento local através do trabalho e do empreendedorismo, numa lógica de capacitação e transformação social. Pretendeu, ainda, ser uma referência no apoio à criação de actividade por conta própria ou de micro-negócio, bem como, na dinamização do franchising social 
 
Para conseguir alcançar estes desafios, o projecto Cria(c)tividade criou e dinamizou um gabinete para apoiar e acompanhar os potenciais empreendedores, de acordo com as seguintes etapas:
 
1. identificação de potenciais empreendedores que pretendessem desenvolver projectos de negócio e, assim, promover o seu próprio emprego;
 
2. preparação, com estes, dos planos de negócio e análise da viabilidade dos mesmos;
 
3. encaminhamento dos empreendedores para as diferentes soluções de financiamento existentes (nomeadamente o micro-crédito e o crowdfunding) e adequados ao seu perfil e projecto de negócio.
 
O conceito de franchising social integrou este projecto, dado que é uma boa medida de cariz social que permite replicar ideias inovadoras de negócio e acompanhar o seu desenvolvimento. Com efeito, trata-se de uma forma estruturada de transferência e replicação de conhecimentos e experiências bem-sucedidas, aplicando os princípios do franchising comercial, mas aqui para promover o bem comum, em que os empreendedores tomam a iniciativa de apoiar pessoas, uma comunidade, uma causa, criando ao mesmo tempo o seu posto de trabalho. Entre outras ferramentas, o projecto Cria(c)tividade elaborou um guia metodológico sobre franchising social, como forma de combate à exclusão social.
 
Este projecto, teve a duração de ano e meio, foi financiado pelo POAT/FSE (Programa Operacional de Assistência Técnica do Fundo Social Europeu), ainda no âmbito do período de programação do QREN, e contou com o apoio técnico-científico da IPI Consulting Network (empresa de consultoria com trabalho relevante na área da Economia Social).