Relatório de Atividades e Contas 2014


 

CÁRITAS DIOCESANA DA GUARDA

Relatório de Atividades

2014


 

Índice

1. Introdução

2. Recursos Humanos

2.1. Direcção

2.2. Pessoal com Contratos a Termo ou a Termo Incerto

2.3. Estágios Curriculares

3. Serviços

3.1. Serviços Gerais

3.2. Serviços Administrativos

3.3. Serviço de Atendimento Social

4. Valências

4.1. Serviço de Apoio Domiciliário a Idosos

4.2. Centro de Apoio à Vida (CAV) - NAS©ER

5. Projectos Financiados

5.1. Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes – CLAII

5.2. Projecto Interculturalidade – Afirm@.com

6. Programas de Apoio Alimentar

6.1. Fundo Europeu de Apoio a Carenciados (FEAC)

6.2. Banco Alimentar Contra a Fome.

7.Ações de Âmbito Nacional

7.1.Conselhos Gerais da Cáritas Portuguesa

7.2. Semana Nacional da Cáritas e Peditório de Rua

7.3 Fundo Social Solidário

8. Campanhas

8.1. Campanha “10 Milhões de Estrelas - Um Gesto pela Paz”

8.2. Campanha de recolha de fundos para as Missões

8.3. Projecto + Próximo

9. Conclusão

1. INTRODUÇÃO

A Cáritas Diocesana é o serviço oficial e organizado da Igreja para a prática da Caridade, regendo-se pelos princípios da Doutrina Social da Igreja, estando portanto na dependência direta do Reverendo Bispo da Diocese da Guarda.

A Cáritas Diocesana é membro da Cáritas Portuguesa com a qual faz trabalho em rede, tendo como missão, entre outras, o desenvolvimento integral da pessoa humana, a defesa do bem comum pela animação da Pastoral Social Cristã, assente nos valores evangélicos da justiça, verdade, amor, partilha fraterna e solidária, universalidade, subsidiariedade, gratuitidade e opção preferencial pelos mais pobres e excluídos.

Uma das preocupações do Concílio Vaticano II foi despertar todos os cristãos para o compromisso social, numa relação entre a Fé e a Vida.

Assim a nossa atividade procura pautar-se por estes princípios plasmados no Plano de Atividades, onde se definem as opções estratégicas e por isso privilegiamos o reforço do atendimento e apoio social nas suas diferentes vertentes, encaminhamos as emergências sociais para o FSS, apoiamos com alimentos, vestuário, renda de casa, eletricidade, água, luz, medicamentos e outros.

Estendemos este apoio a nível das paróquias sempre numa ação de proximidade concertada e articulada com os  respectivos Párocos e hierarquia religiosa, e igualmente às instituições e a todos os que nos procuram.

Continuamos a fazer os peditórios mensais no “Auchan” e a recolher alimentos no “Banco Alimentar da Cova da Beira”.

Demos continuidade aos projetos já existentes, caso do “CLAII”; continuámos outros em parceria com a Cáritas Nacional, caso do “Projecto + Próximo”, com formação de equipas.

Prosseguimos com as valências “NASCER” e “SAD” tendo em conta os seus principais objetivos e metas definidas e participamos nas reuniões do CLAAS e outras da área social.

Trabalhamos em parceria e rede com a Cáritas Nacional, comparecendo nas reuniões convocadas, nomeadamente nos Conselhos Nacionais, no Encontro Nacional da Pastoral Social e Plano Estratégico da Cáritas.

Colaboramos nas iniciativas espirituais e sociais da Diocese da Guarda e da Cáritas Nacional, de forma particular na operação “Dez milhões de Estrelas, um gesto pela Paz” e na “semana Nacional da Cáritas”.

Mantivemos em funcionamento o roupeiro na sede da nossa instituição.

Os aspetos específicos, de cada um destes itens, serão abordados mais à frente.

Apesar dos inúmeros constrangimentos provocados pela grave crise financeira e económica do País, demos resposta a todos que a nós acorreram, não perdendo de vista que a “Caridade da Igreja é uma manifestação do amor trinitário”.

 

2a. ORGÃOS SOCIAIS

2.1. Direção

A Direção da Cáritas Diocesana integra os seguintes membros:

Presidente: Pedro Inácio Fernandes

Vice-Presidente: Manuel Gomes Pinto Portugal

Secretário: Arminda de Jesus Massano de Carvalho

Tesoureiro: Raul António Ribeiro

Vogal: Maria Dulce Reis Gonçalves Elvas Quadrado

Assistente Religioso: Padre Américo Real Barroca.

2.2. Conselho Fiscal

Presidente: Cónego António Carlos Marques Gonçalves

Vogais: Ir. Amélia dos Santos Fonseca

José da Silva Cordeiro

2b. RECURSOS HUMANOS

 

2.1. Pessoal com Contrato a Termo ou Sem Termo

Nome

Função

Valência/Projecto

Ano de admissão

Cessação de Contrato

Celeste Almeida Domingos

TOC/Administrativa

Cáritas Diocesana

2005

 

Vera Mónica Cairrão Pragana

Psicóloga

CAV – NAS©ER

2005

 

Ana Luísa A. de Castro

Assistente Social

CAV e SAD

2008

 

Maria Isabel Rabaça dos Santos

Mediadora

 

CLAII

 

2008

 

Patrocínia Maria Marques Patrício

Ajudante de Ação Direta

SAD

2000

 

Maria Jorgete Almeida Cabral

Ajudante de Ação Direta

SAD

2001

 

Isabel Saraiva Gonçalves Pires

Ajudante de Ação Direta

SAD

2003

 

Cátia Alexandra Ramos Marques Lopes

Assistente Social

Atendimento Social

Projecto Interculturalidade – Afirm@.com

 

2012

 

 

Maria Helena Sanches Casanova Afonso

Ajudante de Ação Direta

CAV

2005

 

Lúcia de Jesus Filipe Dias

Ajudante de Ação Direta

CAV

2007

 

Maria Fernanda dos Santos Nunes Oliveira

Ajudante de Ação Direta

CAV e SAD

2009

 

Maria Fernanda Esteves Gonçalves

Ajudante de Acção Directa.

CAV e SAD

2012

 

Maria Isabel Gomes Lopes de Matos Santos

Ajudante de Acção Directa.

CAV e SAD

05/2014

06/01/2015

2.2. Estágios Curriculares e Profissionais

Nome

Função

Valência/Projecto

Ano de admissão

Cristina Maria Rodrigues

Psicóloga

 

CAV – NAS©ER

 

2013/2014

João Gonçalves

Gestão

Secretaria e Contabilidade

2014

 

3. SERVIÇOS

3.1. Serviços Gerais

3.1.1. Definição

Os Serviços Gerais são da responsabilidade do/a Presidente da Direção que é coadjuvado/a por um/uma Técnico/a Voluntário/a de Apoio Jurídico e por Auxiliares Voluntários/as de Serviços Gerais.

As competências do Técnico/a Voluntário/a de Apoio Jurídico são as seguintes:

- Aconselhamento jurídico à Direção da Cáritas em questões relacionadas com a prossecução dos fins desta instituição.

- Análise de contratos e elaboração de minutas de contratos em que a Cáritas Diocesana da Guarda seja outorgante.

- Serviços de Registos e Notariado, seja mediante apresentações perante as entidades competentes, seja no exercício de competências próprias (certificações e reconhecimentos).

- Apoio jurídico à direção técnica do Nas©er, em questões de direito do/as menores.

- Aconselhamento jurídico @s beneficiári@s do Nas©er.

- Acompanhamento dos processos de Promoção e Protecção e outros (averiguação de paternidade, regulação das responsabilidades parentais, fixação de alimentos) em que @s beneficiári@s do Nas©er tenham intervenção.

3.1.2. Competências

Cabe aos Auxiliares Voluntári@s de Serviços Gerais:

- Colaborar na manutenção e conservação dos edifícios da Cáritas Diocesana.

- Assegurar a recolha e transporte dos bens do Banco Alimentar contra a Fome.

- Apoiar o transporte de alimentos do PCACC.

- Recolher, transportar e proceder a pequenas reparações, quando necessário, de bens doados (peças de mobiliário, eletrodomésticos, etc.)

3. 2. Serviços Administrativos

Os Serviços Administrativos são coordenados pelo Presidente da Direção que conta com o apoio da Técnica Oficial de Contas.

Cabe a estes Serviços:

- Planificar, organizar e coordenar a execução da contabilidade.

-Assinar, conjuntamente com o representante legal da entidade, as respectivas demonstrações financeiras e declarações fiscais.

- Efectuar o processamento de salários de acordo com as indicações da Direcção.

- Assumir a responsabilidade pela supervisão dos actos declarativos para a Segurança Social e para efeitos fiscais relacionado com o processamento de salários.

- Efectuar periodicamente reconciliações bancárias.

- Exercer funções de consultoria nas áreas da contabilidade, da fiscalidade e da segurança social.

- Desempenhar quaisquer outras funções definidas por lei adequadas ao exercício das respectivas funções.

- Integrar a Comissão da Qualidade.

Dada a importância destes Serviços, a Direção diligenciou no sentido de que os mesmos passassem a funcionar num espaço com melhores condições.

3.3. Serviço de Atendimento Social

A população alvo que recorre ao apoio da Cáritas Diocesana da Guarda pauta-se por uma carência económica grave causada por fenómenos de natureza social e económica que não contribuem para a ultrapassagem desta situação. O Serviço de Atendimento Social apoia públicos com diferentes problemáticas sociais, desta maneira, recorrem à Cáritas Diocesana da Guarda famílias monoparentais com baixos recursos económicos, famílias multiproblemáticas, situações de endividamento, famílias em situação de desemprego, famílias com necessidade de pagamentos ao nível de prestações de cuidados de saúde e com ausência de recursos económicos para suprir necessidades básicas do dia-a-dia. O apoio prestado atua nos casos dos(as) utentes que vivem isolados, que não têm família, suporte social e /ou capacidade económica para fazer face às suas necessidades. O serviço de Atendimento Social estabelece ainda uma coordenação e uma concertação permanente com os Serviços, equipamentos sociais e técnicos da área onde nos inserimos para fazer face às situações sinalizadas.

A ação desenvolvida pelo Serviço de Atendimento Social é imprescindível se tivermos em conta que o envelhecimento da população portuguesa e o desemprego são uma constante em todo o país, sendo mais acentuados na nossa região por ser interior e ter um frágil tecido empresarial,

O Serviço Atendimento Social rege-se pelos seguintes princípios: Promoção do bem-estar individual e familiar; eliminação e/ou reajustamento dos problemas decorrentes do estado de doença; desenvolvimento das potencialidades do indivíduo/família; redefinição projetos de vida; avaliação das condições e características socioculturais da comunidade; fomento da co-responsabilização e participação do indivíduo e comunidade na promoção do bem-estar.

O Serviço de Atendimento Social é assegurado por duas Técnicas Superior de Serviço Social a quem cabe desempenhar as seguintes funções:

3.3.1.Atualização periódica do ficheiro de atendimento social composto por fichas de Informação Social Individual, através das quais é possível a sistematização da informação útil do (a) utente, da sua família e rede social, ao nível social, económico e profissional.

3.3.2. Atendimentos sociais dos (as) utentes e ao seu encaminhamento quando necessário, através da articulação com outros serviços da Cáritas Diocesana da Guarda e entidades externas de forma a encontrar as respostas mais adequadas às solicitações apresentadas.

3.3.3. Apoio os/as utentes sinalizados no acompanhamento social tendo por base o levantamento de necessidades efetuado, particularmente no que respeita a atribuição de géneros alimentares, vestuário, mobiliário e outros.

3.3.4. Fortalecimento de relações institucionais e outras de forma a encontrar as respostas mais adequadas às solicitações apresentadas pelos (as) utentes.

3.3.5. Implementação do Sistema de Gestão de Qualidade no Serviço de Atendimento Social definindo-se procedimentos e impressos a aplicar ao longo do acompanhamento social efetuado.

3.3.6. Proporcionar e/ou possibilitar a frequência das técnicas de Serviço Social em ações de formação relacionadas com a sua área de intervenção.

3.3.7. Colaborar com a Direção através da indicação e encaminhamento de casos para o Fundo Social Solidário ou para o projeto Prioridade ás Crianças.

3.3.8. Articular e colaborar com os/as Coordenadores/ responsáveis dos diversos projetos e valências da Cáritas Diocesana da Guarda e das Cáritas Paroquiais, na identificação e resolução de casos, bem como, no encaminhamento e acompanhamento de casos para o Fundo Social Solidário.

Casos com Problemática Social – Atendimento de Utentes

Áreas de Intervenção

Jan.

Fev.

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Set.

Out.

Nov.

Dez.

Nº de famílias atendidas

67

58

62

67

61

43

18

14

32

26

27

30

N.º de pessoas abrangidas

162

122

98

139

113

129

80

84

137

104

98

52

Nº de famílias atendidas pela primeira vez

23

7

15

17

8

26

13

5

21

19

18

2

4.VALÊNCIAS

4.1. Serviço de Apoio Domiciliário a Idosos

O Serviço de Apoio Domiciliário realizado pela Cáritas Diocesana da Guarda tem apoiado idosos residentes das freguesias de São Pedro do Jarmelo, São Miguel do Jarmelo, da freguesia da Ribeira dos Carinhos e da freguesia Gagos abrangendo as seguintes aldeias: Montes, Devesa, Imã, Alto de Valdeiras, Granja e Almeidinha.

Durante o ano de 2014, usufruíram do Serviço de Apoio Domiciliário da Cáritas Diocesana da Guarda em média mensalmente cerca de 23 utentes. Esta valência manteve-se aberta durante todos os dias úteis da semana e ao sábado, num horário entre as 8h30 às 18 horas, não tendo encerrado os seus serviços para férias.

A média de idades das pessoas que beneficiaram do serviço ronda os 84 anos, salientando-se as situações de pessoas com dependência e forte incidência do isolamento social destas localidades. As mulheres, continuam a ser maioritárias na procura e na permanência desta valência.

4.1.1.Prestação de Serviços

Seguindo a sequência dos anos anteriores, o Serviço de Apoio Domiciliário manteve a supervisão da direção da Cáritas Diocesana da Guarda, tendo a orientação de uma Técnica Superior de Serviço Social também, Diretora Técnica da referida valência, uma Técnica Oficial de Contas, três Ajudantes de Ação Direta a tempo inteiro e uma Ajudante de Ação Direta a tempo parcial.

As Ajudantes de Ação Direta do Serviço de Apoio Domiciliário da Cáritas Diocesana da Guarda prestaram sobretudo os seguintes serviços:

  • Higiene Habitacional (limpeza geral da habitação, limpeza dos acessos da habitação de forma a evitar quedas por parte do utente, limpeza diária da casa de banho; lavagem das janelas; limpeza dos tetos e paredes; arrumação dos armários e guarda-fatos; lavagem de louça e manutenção da higiene geral da cozinha; bem como a remoção do lixo);
    • Higiene Pessoal (prestação de cuidados individuais de higiene e conforto);
    • Tratamento de roupas (limpeza e organização da roupa pessoal e geral existente, mudança de roupa pessoal e geral, pequenas reparações/arranjos na roupa danificada);
      • Ajuda na preparação da alimentação e/ou apoio na alimentação.

Realizam, ainda, acompanhamento de saídas dos(as) utentes nas atividades, nas deslocações, bem como, na aquisição de bens ou ida aos serviços.

Em termos técnicos/ formativos, durante o ano de 2014, a equipa de acompanhamento do SAD obteve formação no âmbito do “Higiene, Segurança e Qualidade Alimentar”, tendo como objetivo dotar os formandos dos conhecimentos necessários para agirem, no posto de trabalho, de forma a garantir a qualidade e segurança dos produtos manipulados e dos produtos finais produzidos. Esta formação foi promovida pela empresa Ambitarefa e teve a duração de quatro horas.

Ao longo do ano de 2014, continuaram-se a desenvolver esforços na implementação do Sistema de Gestão de Qualidade na Cáritas Diocesana da Guarda e, consequentemente, na valência de SAD.

4.1. 2. Actividades Desenvolvidas

Durante o ano de 2014, foi possível a realização de atividades de convívio e lazer, entre os/as beneficiários/as do SAD, os seus familiares e os/as colaboradoras desta valência. Saudaram-se os/as utentes no aniversário, promovendo no dia do aniversário do/a utente um momento de maior convívio entre este e os restantes membros da instituição. Proporcionando um momento de convívio, conversa e companhia.

No dia 6 de setembro de 2014, foi promovida, em conjunto com o Centro Local de Apoio à Integração do Imigrante da Guarda uma visita a Constância, mais concretamente a casa de Camões ao Jardim Horto de Camões, incluindo uma viagem de barco ao Castelo de Almourol e uma visita a Tomar.

Os utentes participaram ainda numa viagem a Fátima, realizada no dia 1 de Outubro de 2014 promovida pela Câmara Municipal da Guarda.

Durante o mês de novembro e dezembro, os/as utentes do Serviço de Apoio Domiciliário participaram na iniciativa "Pontos de Cristal", uma atividade promovida pela Câmara Municipal da Guarda realizada na quadra natalícia e que consistia na instalação de enfeites de natal em algumas árvores da cidade, utilizando rosáceas feitas de tricô pelas nossas utentes.

Organizou-se, ainda, o Convívio de Natal com partilha de lanche entre as valências e os projetos da Cáritas Diocesana da Guarda. Aproveitou-se o espaço das instalações do Serviço de Apoio Domiciliário para reunir todos os que participaram no Convívio de Natal.

No dia 6 de janeiro realizou-se no Teatro Municipal da Guarda o tradicional cantar das janeiras pelas coletividades do concelho, o espetáculo intitulou-se “Aqui estou à vossa espera” e os utentes da Cáritas Diocesana da Guarda, bem como, o Serviço de Apoio Domiciliário assistiram ao evento.

Todos os que não puderam participar nos eventos promovidos nesta quadra natalícia tiveram a “visita amiga” no domicilio do/a utente, foi entregue um postal de Natal e um momento de partilha, convívio e de combate ao isolamento tantas vezes sentido.

Ao longo do ano, foram ainda realizadas algumas deslocações com os beneficiários/as a serviços e entidades (foram realizadas visitas a familiares diretos dos beneficiários do SAD a residirem em valência de lar e/ou em situação de internamento hospitalar, idas à feira, praça, mercado, hipermercados, farmácia ou centro de saúde).

4.2. Centro de Apoio à Vida (CAV) “NAS©ER”

Ao longo do ano de 2014, ano em que a valência de Centro de Apoio à Vida comemorou o 10.º aniversário da sua intervenção, a equipa técnica do “NAS©ER” dinamizou um conjunto de atividades delineadas em coordenação com a entidade promotora do projeto, a Cáritas Diocesana da Guarda, e que contaram com o apoio de outras entidades parceiras, pessoas e particulares que voluntariamente têm apoiado a ação da instituição junto das mães grávidas e puérperas que constituem o seu grupo-alvo de intervenção.

As atividades concretizadas desenvolveram-se no âmbito dos objetivos fundamentais preconizados pelo Centro de Apoio à Vida, nomeadamente aqueles que visam proporcionar apoio às/aos suas/seus beneficiárias/os no sentido da promoção de uma maternidade/parentalidade responsável que contribua para o bem-estar dos/das bebés e crianças acompanhados/as, estimulando um crescimento salutar ao longo das diferentes fases da infância e do ciclo de vida.

Por outro lado, as ações dinamizadas durante o ano de 2014 revestiram-se de um contributo importante no desenvolvimento holístico das mães enquadradas no Centro de Apoio à Vida, possibilitando o empowerment das competências de cada uma das mulheres acompanhadas de modo a que estas possam construir um projeto de vida de plena autonomização e inserção na sociedade.

As atividades planificadas para o ano de 2014 tiveram como fundamentos os seguintes:

  • Ø a concretização de ações que fossem ao encontro das metas delineados no Plano de Intervenção Individual co-construído entre a equipa técnica e cada uma das mães e que possibilitassem o alcance destas;
  • Ø a moldagem e o desenvolvimento de competências pessoais, afetivas, maternas, familiares, sociais e profissionais de cada uma das jovens integrada no acompanhamento do Centro de Apoio à Vida com vista à edificação de um projeto de futuro de independência e de responsabilidade;
  • Ø a promoção nas mães acompanhadas de valores e princípios de cidadania, do sentimento de responsabilidade social e de participação ativa na sociedade enquanto pessoa edificadora de um bem-estar comum;
  • Ø o reforço da vinculação e dos laços afetivos entre mães e filhos/as através da concretização de uma série de ações que beneficiassem a maturação psicoafetiva e cognitiva dos bebés e das crianças integradas no centro de acolhimento;
  • Ø a reciclagem do know-how, do saber, do saber fazer e do saber ser de toda uma equipa que acompanha e intervém junto da população-alvo do Centro de Apoio à Vida, renovando metodologias de forma a contribuir mais facilmente para se obterem melhores resultados atendendo aos fins últimos da instituição.

4.2.1. Quadro-Síntese das Atividades Programadas para ao Ano de 2014

Domínios de Ação

2014

Atividade Desenvolvida

1. Ações de Intervenção e Desenvolvimento de Competências

a) Plano de Intervenção Individual

b) Atendimento Social

c) Atendimento Psicológico

d) Mediação Familiar

e) Apoio Jurídico

f) Curso de Formação “Sentir Materno”

g) Ações de Promoção da Cidadania

h) Atelier de Cozinha

2. Ações de Organização Institucional

a) Reuniões do CAV “NAS©ER”

b) “NAS©ER” em Rede – Reforço da Rede de Parcerias

c) “Embalar” – Organização de Campanhas Pontuais de Angariação de Donativos

d) Continuação da Implementação do Sistema de Gestão da Qualidade no CAV “NAS©ER”

e) Programa “NAS©ER” in data

3. Ações Lúdico-Recreativas, Culturais e Sociais

a) “À Descoberta” – Um Olhar sobre a Cultura

b) “Ritualizando” – Celebração de Datas Especiais

c) Partilhando o CAV “NAS©ER” – Encontro Anual de Beneficiárias/os

 

4.2.2. Breve Análise da Concretização das Atividades Programadas para o Ano de 2014

De acordo com o Plano Anual de Atividades definido pela entidade promotora da valência para o ano de 2014, a equipa técnica do CAV “NAS©ER” propôs-se a alcançar as seguintes metas através das atividades programadas e desenvolvidas ao longo do ano:

 

  • Ø Dar continuidade à operacionalização na valência do Sistema de Gestão da Qualidade e do sistema HACCP de análise e de controlo de pontos críticos do processo alimentar iniciado em anos anteriores de modo a contribuir para a melhoria contínua dos serviços prestados aos utentes.
  • Ø Dinamizar um conjunto de ações concretas de formação que possibilitasse o desenvolvimento de competências pessoais, maternas, interpessoais e sociais das mulheres acolhidas e que promovesse a sua autonomização em conjunto com os seus filhos.
  • Ø Desenvolver um programa de Formação Parental que estimulasse a aplicação de práticas educativas positivas na relação parental, centrando-se também, através de atividades específicas, na promoção do crescimento saudável das crianças no que se refere ao seu desenvolvimento psicomotor, cognitivo e afetivo.
  • Ø Dar continuidade à maximização da rede social de suporte da resposta social através do estabelecimento de novas parcerias e protocolos com as entidades locais que fomentassem a organização de ações conjuntas e de projetos facilitadores da integração plena na sociedade das mães e das famílias apoiadas pelo CAV “NAS©ER”, nomeadamente no que se refere à inserção habitacional, profissional e laboral destas famílias monoparentais que se deparam com condições económico-financeiras de grande precariedade e com situações de grande exclusão social.
  • Ø Reforçar o apoio prestado em ambulatório às mulheres grávidas e puérperas da Diocese da Guarda através da conjugação de esforços com outras entidades locais.

 

De entre as atividades desenvolvidas pelo Centro de Apoio à Vida no ano de 2014 destacam-se as seguintes:

- Nas Ações de Intervenção e Desenvolvimento de Competências, o Centro de Apoio à Vida, realizou junto das suas utentes o Curso “Sentir Materno” nos meses de janeiro e fevereiro, realizando 4 sessões temáticas aos sábados de manhã que abordaram assuntos fundamentais da maternidade como o Desenvolvimento na 1ª Infância, a Alimentação no 1º Ano de Vida (alimentação base, cuidados e higiene alimentar), a Saúde na 1.ª Infância (cuidados básicos de saúde) e a Segurança Infantil e a Prevenção de Acidentes. Através da parceria estabelecida com o Projeto “Tu Decides +…” do Núcleo Desportivo e Social concretizaram-se 3 Cursos de Formação Parental entre os meses de abril e dezembro de 2014, cursos estes que foram integrando os diversos grupos que foram sendo acolhidos pelo Centro de Apoio à Vida. Cada um destes Cursos englobou 12 sessões desenvolvidas semanalmente à quarta-feira, abordando-se temas diversificados da relação parental, como sejam:

  • Ø A vinculação mãe e filho/a e as suas principais caraterísticas;
  • Ø Os cuidados básicos do bebé (o banho, a higiene e o vestuário);
  • Ø Amamentação e alimentação no primeiro ano de vida;
  • Ø Comportamentos da criança e educação parental – Estratégias positivas de resolução de problemas.

O Centro de Apoio à Vida, em 2014, realizou também um conjunto de Ações de Promoção da Cidadania, onde se destacam as sessões de formação que contaram com a disponibilidade de técnicos voluntários especializados realizadas aos sábados de manhã, nos meses de abril, maio e junho, e que debateram os seguintes temas:

  • Ø Sexualidade e afetos;
  • Ø VIH Sida e Doenças Sexualmente Transmissíveis;
  • Ø Violência Doméstica;
  • Ø Gestão Doméstica.

Também o Atelier de Cozinha, que decorreu semanalmente às quintas-feiras à tarde, de março a julho de 2014, permitiu às utentes do CAV “NAS©ER” desenvolver e pôr em prática um conjunto de competências de culinária, competências estas que inclusivamente poderão constituir uma mais-valia em termos do seu futuro profissional.

Foram diversas as receitas de Cozinha Económica que a formadora voluntária trabalhou em conjunto com as utentes que, com entusiasmo, participam ativamente na sua confeção. De entre estas receitas destacam-se os rissóis de peixe maravilhosos, os croquetes de carne, as empadinhas de frango, as broinhas que deliciaram todas as mães e crianças do “NAS©ER” e que algumas vezes foram utilizadas nas feiras sociais concretizadas em 2014, nomeadamente a feira natalícia “Aconchego de Natal” desenvolvida pela Câmara Municipal da Guarda e pela Rede Social, onde se pôde mostrar um pouquinho do que de melhor se faz no Centro de Apoio à Vida e um pouquinho da sua dinâmica de intervenção.

- Nas Ações de Organização Institucional, destacaram-se atividades como o “NAS©ER em REDE” que colocou a ênfase no reforço da rede de entidades parceiras estabelecida que colaboram com o Centro de Apoio à Vida e que permitem que o seu trabalho possa ser desenvolvido e que os objetivos de ação definidos possam ser alcançados.

Na atividade “Embalar” – Organização de Campanhas Pontuais de Angariação de Donativos, referem-se os donativos que foram surgindo de forma voluntária ao longo do ano de 2014 por parte de algumas empresas, pessoas e particulares que decidiram apoiar a causa do Centro de Apoio à Vida, destacando-se a recolha de roupa realizada pelos Bombeiros Voluntários da Guarda no mês de maio ou as campanhas de recolha de brinquedos, de roupa de criança e de géneros alimentares desenvolvidas pelo BPI, pela Habita Directo, pela Reimax, pelo Museu da Guarda e pelo Instituto Politécnico da Guarda na época natalícia.

Durante o ano de 2014 deu-se ainda continuidade à implementação do Sistema de Gestão da Qualidade no Centro de Apoio à Vida, fazendo-se a reestruturação do funcionamento da resposta social em áreas em que tal se considerou necessário, tendo sempre em consideração os requisitos do SGQ e a aplicação do sistema de HACCP com vista à melhoria dos serviços prestados.

Em 2014, O Centro de Apoio à Vida continuou a promover a reorganização do apoio prestado em ambulatório às mulheres grávidas e puérperas da Diocese da Guarda através do registo numa base de dados do acompanhamento efetuado em cada situação. Esta reorganização do apoio prestado e a base de dados constituída fornece dados estatísticos imprescindíveis que permitem caraterizar a intervenção que tem sido posta em prática ao longo do tempo.

- Nas Ações Lúdico-Recreativas, Culturais e Sociais, o Centro de Apoio à Vida em parceria com outras entidades selecionou para o ano de 2014 um conjunto de atividades lúdicas, culturais e recreativas desenvolvidas na cidade da Guarda que contaram com a participação das mães e crianças da resposta social, permitindo um maior envolvimento da população-alvo que apoia com a comunidade.

Entre estas atividades destacam-se as atividades lúdicas destinadas sobretudo às crianças como a participação no espetáculo solidário “Numa Bola de Sabão” no dia 18 de janeiro no Teatro Municipal da Guarda, espetáculo de música e teatro destinado às crianças das instituições do concelho da Guarda; a ida ao Circo “Cardinalli” no final do mês de janeiro de 2014 a convite da Câmara Municipal da Guarda; a participação das mães e crianças do “NAS©ER” na “Leitura de Contos” desenvolvida pela Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço nos meses de fevereiro, março e abril de 2014; ou a visualização do filme de animação “Os Pinguins de Madagáscar” no dia 22 de dezembro de 2014 a convite do Vivaci Cine no Centro Comercial Vivaci.

As mulheres acolhidas pelo Centro de Apoio à Vida participaram no Seminário Final do “Projeto Iguais Sem Fronteiras”, realizado no dia 21 de maio de 2014 e dedicado à temática do tráfico de seres humanos e, no dia 31 de outubro de 2014, participaram nas comemorações do Dia Municipal para a Igualdade promovido pela ADM-Estrela, visualizando o filme “Revolutionary Road” no Teatro Municipal da Guarda, assistindo depois à tertúlia que foi desenvolvida para se debaterem algumas ideias sobre a Igualdade de Género.

Na época natalícia, no âmbito do programa “Guarda Cidade Natal” desenvolvido pela Câmara Municipal da Guarda, as mães acolhidas pelo Centro de Apoio à Vida participaram no embelezamento das ruas da cidade e mais propriamente das árvores do centro da cidade ornamentando-as com peças de crochet manualmente realizadas. O Centro de Apoio à Vida participou também na feira natalícia “Aconchego de Natal”, onde colocou à venda a sua deliciosa marmelada e as broinhas tão apreciadas pela comunidade local.

Ainda na época natalícia, as crianças da resposta social participaram na festa de Natal intitulada “Brincar ao Natal”, concretizada no dia 12 de dezembro e organizada pelo NERGA – Associação Empresarial em conjunto com o Município da Guarda no sentido de se proporcionar um dia diferente às crianças das instituições da Guarda.

Os produtos do “NAS©ER” confecionados pelas suas utentes ficaram também representados na feira solidária organizada pela Cáritas Diocesana da Guarda no Instituto Politécnico da Guarda no início de dezembro de 2014.

Todas estas atividades possibilitaram um maior entrosamento entre as mães e as crianças acolhidas com a comunidade envolvente, com as suas pessoas e vivências, permitindo a esta população uma integração mais fácil na vida da sociedade civil, integração esta que facilitará os projetos de autonomia e de plena inserção social que o Centro de Apoio à Vida pretende construir em conjunto com estas famílias.

Ainda no âmbito das Ações Lúdico-Recreativas, Culturais e Sociais, o Centro de Apoio à Vida destaca o Encontro Anual “Partilhando o CAV “NAS©ER” que se processou, mais uma vez, na época natalícia, mais propriamente no dia 20 de dezembro de 2014, tendo-se realizado um Convívio Natalício de confraternização entre mães e crianças institucionalizadas, equipa técnica, equipa de acompanhamento, Direção da Cáritas Diocesana da Guarda, voluntários do CAV e outros colaboradores. Foi, sem dúvida, um espaço de encontro, de partilha, mas também de muita alegria e emoção.

Dentro desta última atividade inscreve-se também a exposição de comemoração do 10º Aniversário do Centro de Apoio à Vida realizada no Centro Comercial Vivaci de 21 de novembro de 2014 a 5 de janeiro de 2015. Esta exposição pretendeu comemorar os 10 anos da assinatura do Acordo de Cooperação entre a Cáritas Diocesana da Guarda e o Centro Distrital de Segurança Social da Guarda que permitiu o nascimento do Centro de Apoio à Vida, no dia 30 de novembro de 2004. Ao longo dos 10 anos de intervenção, o Centro de Apoio à Vida acolheu mais de 70 mães em situação de vulnerabilidade socioeconómica, afetiva e familiar, proporcionando-lhes oportunidades de construção de projetos de vida alternativos de plena inserção na sociedade. Nem sempre a intervenção seguiu uma linha reta e contínua, pois diversos obstáculos e dificuldades foram emergindo ao longo do caminho. Contudo, e apesar de nem tudo serem sucessos, as aprendizagens e as inúmeras experiências vividas “num caminho que se faz caminhando” têm sido fantásticas e nada é mais belo quando no final da meta encontramos um sorriso de uma mãe e, mais bonito ainda, um sorriso de uma criança!

 

No ano de 2014 muitas outras atividades e ações parceiras se concretizaram, destacando-se também a sempre atual parceria estabelecida com a Universidade da Beira Interior com mais um acolhimento em outubro de 2014 de um estágio no âmbito do Mestrado Integrado em Psicologia Clínica, estágio este que em muito contribui para uma intervenção positiva e multidisciplinar que se pretende operacionalizar junto das utentes acolhidas pela instituição.

 

4.2.3. Frequência Mensal do CAV – Algumas Considerações

Ano de 2014

Meses

Frequência Mensal de Utentes

Total de Mães

Total de Crianças

Janeiro

16

9

7

Fevereiro

18

10

8

Março

17

9

8

Abril

16

8

8

Maio

12

6

6

Junho

15

8

7

Julho

16

8

8

Agosto

11

6

5

Setembro

11

6

5

Outubro

11

6

5

Novembro

14

7

7

Dezembro

17

8

9

 

No ano de 2014, o Centro de Apoio à Vida “NAS©ER” teve uma média mensal de frequência de 15 utentes, utentes estes provenientes de diversos pontos do país, nomeadamente dos distritos do Porto, de Vila Real, de Coimbra, de Castelo Branco e de Lisboa, tendo-se dado primazia ao acolhimento das situações sinalizadas na Diocese da Guarda. Porém, ao longo dos anos de intervenção do Centro de Apoio à Vida, cada vez mais se torna evidente que a sua abrangência é alargada, acolhendo mães em situação de vulnerabilidade em conjunto com as suas crianças naturais de diversas localidades do país, o que de certo modo nos pode indicar que as respostas sociais como o Centro de Apoio à Vida têm tido uma grande procura a nível nacional para apoiarem jovens mães sem qualquer suporte familiar. Desta realidade poderão inferir-se algumas questões acerca da sociedade portuguesa, da vida familiar e das dificuldades com que esta se depara, talvez reflexo da crise económica que, com certeza, parece acompanhada de uma crise de valores, pois os laços que deveriam caraterizar as famílias parecem ter-se desmembrado ou pelo menos terem-se tornado mais ténues, visto que a família parece ter visto perder a sua capacidade de organização face a períodos mais críticos do seu desenvolvimento e do desenvolvimento dos seus membros.

No ano de 2014, o Centro de Apoio à Vida integrou com sucesso na sociedade 4 das suas mães apoiadas, tendo ficado salvaguardadas as suas situações laborais e familiares, bem como a situação das suas crianças. O sucesso da integração destes 4 casos particulares deveu-se, sobretudo, a um longo trabalho de mediação familiar efetuado pela equipa técnica do Centro de Apoio à Vida que possibilitou que estas mães e crianças contassem com o apoio imprescindível das suas famílias de origem. Por outro lado, a salvaguarda da situação laboral destas mulheres deveu-se à aposta por parte da instituição no estabelecimento de parcerias com entidades formativas e de apoio ao emprego diversas. Há também que referir que 2 destas situações de maior sucesso englobavam mães com défice cognitivo acentuado, tendo o Centro de Apoio à Vida realizado um trabalho de excelência com estas mães no desenvolvimento das suas competências pessoais, maternas, socias e laborais, permitindo a sua plena integração na sociedade na zona do país de onde eram naturais. Acentua-se também o facto de numa destas situações se ter conseguido uma pensão social de invalidez e uma habitação social, graças à parceria estabelecida com entidades como a Câmara Municipal da Covilhã.

Por outro lado, para além dos casos de sucesso, ao longo do ano de 2014, 4 crianças foram encaminhadas para projetos de vida alternativos atendendo às dificuldades apresentadas pelas mães em construir um projeto de futuro que lhes permitisse salvaguardar a situação das suas crianças. Destas 4 crianças, 3 foram encaminhadas para centros de acolhimento temporários, aguardando decisão judicial relativamente aos seus projetos de vida, e 1 criança permaneceu aos cuidados da sua avó materna, que acabou por acolher também a sua mãe no seu agregado familiar, graças à mediação familiar realizada pela equipa técnica do Centro de Apoio à Vida, tornando este último caso um caso que acabou por ser bem sucedido.

Nestes 10 anos de intervenção do Centro de Apoio à Vida tem-se constatado que as situações acolhidas são cada vez mais situações que apresentam maiores vulnerabilidades e fatores de stress que poderão interferir negativamente no percurso de desenvolvimento de projetos de autonomia que se pretende construir em conjunto com estas mães, tendo a equipa técnica do Centro de Apoio à Vida que abrir portas a outras soluções alternativas que prioritariamente salvaguardem o superior interesse das crianças acolhidas. De qualquer das formas, há que realçar que mesmo nos casos em que se tem de optar pela separação da díade mãe e filho, o Centro de Apoio à Vida apoia sempre estas mulheres no seu processo de reinserção na sociedade, apoiando-as no encontro de respostas habitacionais e laborais e minimizando de alguma forma a sua precariedade económico-financeira, através da concessão de apoios sociais em géneros alimentares e em valores pecuniários que lhes permitem fazer face a despesas mensais de renda, luz, água e gás.

As alterações verificadas nos grupos acolhidos ao longo dos anos constituem um reflexo da sociedade, onde se faz notar o desmembramento familiar com repercussões várias nas relações e no crescimento salutar das crianças e jovens. Novos desafios têm surgido na intervenção do Centro de Apoio à Vida tendo em conta os objetivos que preconiza, tornando-se imprescindível uma avaliação mais abrangente e de caráter multidisciplinar das situações que acolhe, bem como o desenvolvimento de estratégias de ação alternativas de modo a prevenir situações de desistência de um projeto de vida em conjunto com os seus bebés e crianças por parte de algumas mães com perfis de maior risco.

 

5. PROJETOS FINANCIADOS

5. 1. Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII)

O CLAII da Guarda Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes, tem como objetivo essencial tornar mais eficaz e humano o serviço de apoio a imigrantes e dignificar a vida de todos aqueles que, por diferentes motivos, estão sujeitos a situações de mobilidade procurando sempre potenciar a riqueza da diferença e o encontro de culturas. O Projecto tem à sua disposição uma Mediadora Cultural que tem com objetivo atender imigrantes, procurar encontrar soluções para os problemas que lhe são postos e fazer o atendimento e acompanhamento dos diversos casos. Entre as suas competências, há que referir a sua ação na conceção, desenvolvimento e avaliação do Projeto Interculturalidade promovido pelo ACM e orientado por uma animadora Cultural.

A ação do CLAII distribui-se por vária áreas e o desempenho da Mediadora em 2014 é o que consta quadro abaixo.

Atividades do CLAII (Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes)

Áreas

Atividades

Avaliação

 

Atendimentos

Foram atendidos 400 imigrantes, o que representa uma média de 33 atendimentos por mês, o que representa um aumento do número de atendimentos relativamente ao ano anterior

Questionados os utentes, verificou-se que estes sentem necessidade do apoio deste serviço

 

 

 

.

 

 

 

 

Educação/Formação

- Alfabetizar e melhorar a compreensão da Língua Portuguesa pelos Imigrantes.

- Atelier de Alfabetização - Aprendizagem da Língua Portuguesa por um conjunto de homens e mulheres de origem indiana, paquistanesa, marroquina e vários países do Leste Europeu.

 

 

Com a oferta de formações apresentadas, proporcionou-se um aumento de competências aos que aderiram, bem como uma leve redução de pessoas desempregadas. Conseguiu-se uma melhor integração, diminuir a discriminação e apoiar a inclusão

Foi celebrado no dia 24 de Junho o Dia Nacional do Cigano, com um sarau cultural no jardim público, José de Lemos, da cidade da Guarda. Com a comemoração deste dia pretendeu-se promover a inclusão desta minoria e ajudar a minimizar a sua discriminação.

Marcou-se presença no Encontro Anual de CLAII´S, bem como na reunião de CLAII´S da Zona Centro.

Foi membro participante nas reuniões de consórcio do NDS no projeto Tu Decides+.

Foram igualmente abrangidas as áreas do Emprego, de Acolhimento a Imigrantes. Da Participação na Vida Local, a Participação das Associações de Imigrantes em Conselhos Locais e o Apoio Social a Imigrantes.

5.2. Interculturalidade – Projeto Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

A coordenação e o apoio ao desenvolvimento do Projeto Interculturalidade cabe também à Moderadora do CLAII, pela que, após a candidatura, aprovação e financiamento do projeto Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar e contratada uma Animadora Cultural deu-se início à implementação do mesmo. O Projeto Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar visa promover a integração de forma equitativa, justa, responsável e uma convivência sã entre autóctones e imigrantes, no respeito pela diferença e a integração de outras culturas na nossa sem, no entanto, comprometer a identidade e a essência das culturas de origem.

As atividade interculturais desenvolvidas no ano 2014, foram as seguintes:

FAMÍLIA DO LADO

A actividade decorreu no dia 23 de Novembro, ás 13h. Participaram 10 famílias das quais 7 são imigrantes e 3 são portuguesas. Em suma, Número de encontros:5 Número de famílias imigrantes:7 Número de famílias autóctones:3 Número de participantes imigrantes:25 Número de participantes autóctones:17 Nacionalidades: Portugal, Marrocos, Cabo Verde, Ucrânia, Índia, Rússia, Bulgária, Moldávia e Lituânia Número assistentes: 5 Pretendeu-se promover o encontro entre as comunidades imigrantes e autóctones. Desmistificar preconceitos de parte a parte e promover o enriquecimento cultural   .

 

AULAS DE APRENDIZAGEM DO PORTUGUÊS

Através do projeto Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar os imigrantes são incentivados a aprender a língua do país de acolhimento. Com as aulas de aprendizagem do português pretende-se um apoio na integração social, escolar e profissional dos imigrantes tendo como objetivo facilitar o acesso à comunidade e aos serviços municipais.

 

GABINETE DE APOIO SOCIAL

O Gabinete de Serviço Social, está disponível para o público imigrante, todas as terças feiras.

Através de um atendimento social, realizado pela técnica afeta ao projeto, são sinalizados casos sociais e apoiados mediante a necessidade do indivíduo/família.

Apoiaram-se alguns imigrantes com bens alimentares, que garantiram a satisfação das suas necessidades básicas, no pagamento de despesas fixas mensais, manuais e material escolar, saúde e propinas, entre outros.

Saúde sem Fronteiras

A sessão realizou-se no dia 05 de Novembro, com a Dr. Dulce Quadrado, médica voluntária da Caritas Diocesana da Guarda. No decorrer da sessão, sensibilizou os NPT- Nacionais de Países Terceiros e Imigrantes, para a necessidade de garantir a assistência médica a todos os membros do seu agregado familiar e os riscos inerentes a um deficiente cuidado médico quer no que respeita às crianças quer aos restantes membros da família; Durante a sessão organizou uma dinâmica entre médico e paciente em que todos os imigrantes participaram e perceberam que necessitam de vigilância médica.

Start Up Emprego

Elaborou-se um mural de emprego, com atualização diária, recolheram-se as ofertas de emprego e formação, que foram colocadas no Mural na Caritas Diocesana da Guarda. Dois imigrantes NPT iniciaram formações modulares cofinanciadas e quatro integraram trabalhos, com contratos.

Educa@rte

Convidaram-se várias escolas da Guarda a participarem na execução de atividades interculturais. Estão a participar várias escolas, que culminará numa exposição no espaço Vivacci, de forma a garantir que todos possam visualizar o resultado dos trabalhos executados sobre a temática da interculturalidade.

Divulg@rte

No período supra citado, houve divulgação de todas as actividades através das redes sociais, nomeadamente facebook e via email através dos cartazes elaborados para divulgação das atividades.

Conhecer Portugal

Nos atendimentos e atividades interculturais os Imigrantes sempre manifestaram muito apreço pelo conhecimento do nosso país, considerámos pertinente integrar neste projeto um passeio Intercultural e intergeracional, que visa, dar a conhecer lugares emblemáticos de Portugal. Decorreu no dia 6 de Setembro, com uma visita a vila de Constança, Castelo de Almorol e Tomar.  Houve momentos de partilha de iguarias, orações e músicas e cantares tradicionais dos vários lugares do mundo.

Aconchego de Natal:

Nos dias 6,7 e 8 de Dezembro a Câmara Municipal da Guarda, realizou uma feira social no futuro museu da diocese da Guarda, onde estivemos representados com uma mostra gatronómica de vários países, uma indiana a executar depilação trhading e pinturas Mendhi. A comunidade africana, apresentou 3 numero de danças africanas, muito apreciados por todos.

Na cantina da Câmara Municipal da Guarda, decorreu durante a vigência da feira social, a atividade Aconchego Sabores, com refeições executadas por imigrantes, para quem quis degustar iguarias de África, Marrocos, Índia, Ucrânia e Rússia. Muito apreciados pelos autóctones e originários de outros países.

 

6. PROGRAMAS DE APOIO ALIMENTAR

6.1. Fundo Europeu de Auxílio aos Carenciados (FEAC) 2014

À semelhança de anos anteriores deu-se continuidade à distribuição de alimentos do FEAC. Beneficiaram     33 famílias das quais faziam parte cerca de 107 pessoas. Para o transporte, distribuição de alimentos e aspectos administrativos contou-se com a colaboração de alguns voluntários. A distribuição realizou-se em duas entregas, a famílias com agregados familiares mais numerosos.

6.2. Banco Alimentar Contra a Fome

A Cáritas Diocesana da Guarda continua a receber alimentos do Banco Alimentar Contra a Fome da Cova da Beira, sedeado na Covilhã. Mensalmente são apoiadas mensalmente cerca de 47 famílias que recorrem à Cáritas Diocesana da Guarda para auferirem este apoio alimentar.

7. AÇÕES DE ÂMBITO NACIONAL

7.1. Conselhos Gerais da Cáritas Portuguesa

A Direção e Técnicos da Cáritas participaram nos Conselhos Gerais da Cáritas Portuguesa que se realizaram, respetivamente, em Beja, nos dias 4, 5 e 6 de Abril e em Fátima, nos dias 15 e 16 de Novembro. Estiveram presentes os representantes das Cáritas e o Presidente da Comissão Episcopal bem como alguns convidados que apresentaram diferentes comunicações.

Foram debatidos diversos temas de interesse nacional e preparadas as ações a serem desenvolvidas pelas Cáritas Diocesanas com destaque para a semana Cáritas e o Peditório bem como a Campanha 10 Milhões de Estrelas.

7.2 Semana Cáritas e Peditório de Rua

A semana Cáritas e o peditório de rua decorreram, entre os dias 20 e 23 de Março iniciando-se com a Adoração ao Santíssimo e a celebração da Eucaristia, na Capela de São Pedro, na Guarda. O Peditório foi organizado e posto em marcha, em toda a Diocese, com o apoio das Cáritas Paroquiais de Aldeia de Joanes, Covilhã, Gouveia, Malcata, São Romão, Seia e Vide bem como dos Párocos de diversas paróquias e dos Professores de EMRC. O resultado do Peditório foi de 7 873,41 euros.

7.3. Fundo Social Solidário

Criado em Agosto de 2010 pela Conferência Episcopal, através da Comissão Episcopal da Pastoral Social, para, a nível nacional, dar resposta aos problemas emergentes, procurando contribuir para a sua solução, o Fundo Social Solidário tem vindo a ser um instrumento fundamental para a ajuda que a Cáritas Diocesana tem vindo a dar aos que mais necessitam.

Em 2014, foram apoiadas 33 famílias, o maior peso dos pedidos recaiu no pagamento de rendas, crédito de casa, água, luz, gás.

 

8. CAMPANHAS HUMANITÁRIAS

8.1. Campanha “10 Milhões de Estrelas - Um Gesto pela Paz”

Decorreu no dia 16 de Novembro de 2014, em Fátima, a celebração da Eucaristia na Basílica da Santíssima Trindade, a entrega da Luz da operação “ 10 Milhões de Estrelas - um gesto pela paz”, iniciando-se a venda de velas logo após o Conselho Geral e no 24 de Dezembro procedeu-se ao acendimento das mesmas.

8.2. Campanha de recolha de fundos para as Missões

A Cáritas Diocesana da Guarda tem apoiado, através da entrega de donativos as missões dos missionários de São João Baptista.

8.3. Projecto + Próximo

Durante o ano de 2014 foram continuados contactos com os diversos arciprestados para se implementar o Projecto + Próximo. Foram realizadas reuniões com as quatro regiões diocesanas onde o projecto foi exposto aos párocos de cada região.

O “Projecto + Próximo” é um projeto da Cáritas Nacional que dá resposta à Conferência Episcopal, pretendendo desenvolver uma ação social de proximidade.

Para isso construíram um conjunto de materiais formativos sobre várias temáticas.

Aderimos a este projeto, e foi realizada formação com a equipa nacional da Cáritas. A ação social de proximidade continuará a desenvolver-se nos anos seguintes.

 

9. CONCLUSÃO

 

O Relatório de Atividades agora apresentado traduz de uma forma clara e objetiva o que foi a atividade da Cáritas Diocesana da Guarda em 2014.

As estratégias foram definidas de acordo com os objetivos a alcançar, não perdendo de vista a Carta Magna da Caridade “Onde haja Caridade e Amor, aí habita Deus”. (Carta de S. Paulo aos Coríntios).

 

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

EXERCÍCIO 01/01/2014 A 31/12/2014

 

 

1. Identificação da Identidade

Cáritas Diocesana da Guarda

Colégio de São José

Q.ta Sª do Mileu

6300-586 Guarda

NIF 501720618

NISS 20005980213

 

A Cáritas Diocesana da Guarda é um organismo da Igreja, com ereção canónica pelo Bispo Diocesano, com fim de promover e apoiar a ação sócio caritativa na Diocese. A Cáritas Diocesana da Guarda é uma instituição sem fins lucrativos reconhecida como pessoa coletiva de utilidade pública.

É membro federado da Cáritas Portuguesa.

A Instituição encontra-se registada, a título definitivo, na Direção Geral da Segurança Social, desde 29-02-1988, no Livro n.º 3, sob o n.º 81/88, folhas 192 verso e 193, em conformidade com o disposto no n.º 2 do artigo 7.º do Regulamento de Registo das Instituições Particulares de Solidariedade Social, aprovado pela Portaria n.º 139/2007, de 29 de Janeiro.

A Cáritas Diocesana tem como finalidade promover a apoiar a ação sócio caritativa na Diocese e procurar ajudar o desenvolvimento integral da pessoa humana, fomentar a comunicação cristã de bens e a promoção social e humana, nomeadamente a crianças, idosos, doentes, e excluídos da sociedade.

 

2.Referencial Contabilístico de preparação das demonstrações financeiras:

As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com o disposto na Norma Contabilística e de Relato Financeiro para as Entidades do Setor Não Lucrativo – NCRF-ESNL, estipulado pelo Decreto-Lei n.º 36-A/2011 de 9 de Março.

As Demonstrações Financeiras foram preparadas de acordo com as Bases de Apresentação das Demonstrações Financeiras (BADF)

- Continuidade

Com base na informação disponível e as expectativas futuras, a Entidade continuará a operar no futuro previsível. Para as Entidades do Sector Não Lucrativo, este pressuposto não corresponde a um conceito económico ou financeiro, mas sim à manutenção da actividade de prestação de serviços ou à capacidade de cumprir os seus fins.

As demonstrações financeiras do período de 01/01/2014 a 31/12/2014 foram elaboradas no pressuposto da continuidade das operações  e registos contabilísticos da Entidade de acordo com a Norma Contabilística de Relato Financeiro para as Entidades do Setor Não Lucrativo (NCRF-ESNL)aprovado pelo Decreto –Lei n.º 36-A/2011 de 9 de Março.

O sistema de Normalização Contabilística para ESNL é composto por:

▪ Bases para apresentação das demonstrações financeiras (BADF);

▪ Modelos de demonstrações financeiras – Portaria n.º 105/2011 de 14 de Março;

▪ Código de contas (CC) – Portaria n.º 106/2011 de 14 de Março;

▪ NCRF-ESNL – Aviso n.º 6726-B/2011 de 14 de Março;

▪ Normas Interpretativas.

 

 

3.Principais Políticas Contabilísticas

3.1 Bases de apresentação

As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as Bases de Apresentação das Demonstrações Financeiras (BADF)

- Continuidade:

Com base na informação disponível,  a Instituição continuará com a sua atividade nos próximos tempos dando apoio à população por ela servida, assumindo a não necessidade de liquidar ou de reduzir consideralvelmente o nível das operações. Para as ESNL, este pressuposto não corresponde a um conceito económico ou financeiro, mas sim à manutenção da atividade de prestar serviço e à capacidade de cumprir os seus fins.

 

- Regime do Acréscimo (periodização económica):

Os efeitos das transacções e de outros acontecimentos são reconhecidos quando eles ocorram (independentemente do momento do pagamento ou do recebimento) sendo registados contabilisticamente e relatados nas demonstrações financeiras dos períodos com os quais se relacionem. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes rendimentos e gastos são registados nas respectivas contas das rubricas “Devedores e credores por acréscimos” e “Diferimentos”.

 

- Consistência de Apresentação:

As Demonstrações Financeiras estão consistentes de um período para o outro, quer a nível da apresentação quer dos movimentos contabilísticos que lhes dão origem, excepto quando ocorrem alterações significativas na natureza que, nesse caso, estão devidamente identificadas e justificadas neste Anexo. Desta forma é proporcionada informação fiável e mais relevante para os utentes.

 

- Materialidade e Agregação:

A relevância da informação é afetada pela sua natureza e materialidade. A materialidade depende da quantificação ou omissão ou erro. A informação é material se a sua omissão ou inexatidão influenciarem as decisões tomadas por parte dos utentes. Itens que não são materialmente relevantes para justificar a sua apresentação separada nas DF podem ser materialmente relevantes para que sejam discriminados nas notas do anexo.

 

- Compensação

Devido à importância do ativo e passivo serem relatados separadamente, assim como os gastos e rendimentos, estes não devem ser compensados.

 

- Informação Comparativa

A informação comparativa deve ser divulgada, nas DF, com respeito ao período anterior. Respeitando ao Princípio da Continuidade da Entidade, as políticas contabilísticas devem ser levados a efeito de maneira consistente em toda a Entidade e ao longo de todo o tempo. Procedendo-se a alterações contabilísticas, as quantias comparativas afetadas pela reclassificação devem ser divulgadas, tendo em conta:

a) A natureza da reclassificação;

b) A quantia de cada item ou classe de itens que tenha sido reclassificada; e

c) Razão para a reclassificação.

 

 

3.2. Políticas de Reconhecimento e Mensuração

♦ Os “Activos Fixos Tangíveis” encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das depreciações e das perdas por imparidade acumuladas. O custo de aquisição inicialmente registado, inclui o custo de compra.

Os activos que foram atribuídos à Entidade a título gratuito encontram-se mensurados ao seu justo valor, ao valor pelo qual estão segurados ou ao valor pelo qual figuravam na contabilidade.

 

♦ As depreciações são calculadas, assim que os bens estão em condições de ser utilizado, pelo método da linha recta em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens.

As taxas de depreciação utilizadas são as constantes das taxas de amortização para as IPSS.

 

♦ Os “Clientes”, “Utentes” e as “Outras contas a receber” encontram-se registadas pelo seu valor real.

 

♦ A rubrica “Caixa e depósitos bancários” incluí caixa e depósitos bancários de curto prazo que possam ser imediatamente mobilizáveis sem risco significativo de flutuações de valor.

 

♦ As dívidas registadas em “Fornecedores” e “Outras contas a pagar” são contabilizadas pelo seu valor nominal.

 

♦ A rubrica “Fundos Patrimoniais” são compostos pelos fundos atribuídos pelos fundadores da Entidade ou terceiros, fundos acumulados e outros excedentes.

 

♦ Estado e outros entes públicos

O imposto sobre o rendimento do período corresponde ao imposto a pagar. Este inclui as tributações autónomas.

Nos termos do n.º1 do art.º 10º do Código do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (CIRC) estão isentos deste imposto:

a)      “As pessoas coletivas de utilidade pública administrativa;

b)      As Instituições particulares de solidariedade social e entidades anexas, bem como as pessoas coletivas àquelas legalmente equiparadas;

c)      As pessoas coletivas de mera utilidade pública que prossigam, exclusiva ou predominantemente, fins ciêntificos ou culturais, de caridade, assistência, benificiência, solidariedade social ou defesa do meio ambiente.”

No entanto o n.º 3 do referido artigo menciona que:

“ A isenção prevista no n.º 1 não abrange os rendimentos empresariais derivados do exercício das atividades comerciais ou industriais desenvolvidas fora do âmbito dos fins estatários, bem como os rendimentos de títulos ao portador, não registados ou depositados, nos termos da legislação em vigor, e é condicionada à observância continuada dos seguintes requisitos:

a)      Exercício efetivo, a título exclusivo ou predominante, de atividades dirigidas à pressecução dos fins que justificam o respetivo reconhecimento da qualidade de utilidade pública ou fins que justifiquem a isenção consoante se trate, respetivamente, de entidades previstas nas alíneas a), b) ou c) do n.º1;

b)      Afetação dos fins referidos na alínea anterior de, pelo menos, 50% do rendimento global líquido que seria sujeito a tributação nos termos gerais, até 50% do rendimento global liquido que seria sujeito a tributação nos termos gerais, até ao fim do 4º período de tributação posterior àquele em que tenha sido obtido, salvo em caso de justo impedimento no cumprimento do prazo de afetação, notificado ao diretor-geral dos impostos, acompanhado da respetiva fundamentação escrita, até ao último dia útil do 1.º mês subsequente ao termo do referido prazo;

c)       Inexistência de qualquer interesse direto ou indireto dos membros dos órgãos estatutários, por si mesmos ou por interposta pessoa, nos resultados da exploração das atividades económicas por elas prosseguidas.”

 

♦ Benefícios aos empregados

Os benefícios de curto prazo dos empregados incluem salários, complementos de trabalho nocturno, trabalho extraordinário, subsídios de alimentação, subsídios de férias e de Natal e quaisquer outras retribuições adicionais decidas pontualmente pela Direção.

As obrigações decorrentes dos benefícios de curto prazo são reconhecidas como gastos no período em que os serviços são prestados, numa base não descontada por contrapartida do reconhecimento de um passivo que se extingue com o respectivo pagamento.

De acordo com a legislação laboral aplicável o direito a férias e subsídio de férias, relativo ao período, por este coincidir com o ano civil, vence-se a 31 de Dezembro de cada ano, sendo somente pago durante o período seguinte, pelo que os gastos correspondentes encontram-se reconhecidos como benefícios de curto prazo e tratados de acordo com o anteriormente referido.

 

♦ Fluxos de caixa

A demonstração dos fluxos de caixa é preparada através do método direto. A entidade na rubrica “Caixa e seus seus equivalentes” os montantes de caixa e depósitos à ordem.

 

Políticas contabilísticas, alterações nas estimativas contabilísticas e erros

 

Não se verificaram quaisquer efeitos resultantes de alteração voluntária em políticas contabilísticas.

 

 

Investimentos Financeiros

 

Descrição

2014

2013

Investimentos Financeiros

Outros investimentos financeiros

Fundos de Compensação do trabalho

 

 

133,26

 

 

0,00

 

Activos fixos tangíveis

Bens do domínio público

A Entidade não usufrui de “Activos Fixos Tangíveis” do domínio público.

Bens do património histórico, artístico e cultural – Não Aplicável para esta Instituição

 

Outros activos fixos tangíveis

A quantia escriturada bruta, as depreciações acumuladas, a reconciliação escriturada no início e no fim do período, mostrando as adições, abates e alienações, as depreciações e outras alterações, foram desenvolvidas de acordo com o seguinte quadro:

 

 

 

 

 

2014

Descrição

Saldo inicial

Aquisições / Dotações

Abates

Transferências

Revalorizações

Saldo final

Custo

Terrenos e recursos naturais

0,00

 

 

 

 

0,00

Edifícios e outras construções

84.140,73

 

 

 

 

84.140,73

Equipamento básico

3.544,26

 

 

 

 

3.544,26

Equipamento de transporte

38712,23

3597,68

-1150,00

 

 

41.159,91

Equipamento administrativo

70.131,24

1245,61

 

 

 

71.376,85

Total

196.528,46

4843,29

-1150,00

0,00

200.221,75

Depreciações acumuladas

Terrenos e recursos naturais

0,00

 

 

 

 

0,00

Edifícios e outras construções

16.828,10

1682,81

 

 

 

18.510,91

Equipamento básico

2.001,84

0,00

0,00

0,00

0,00

2.001,84

Equipamento de transporte

26.198,55

3847,96

-1150,00

 

 

28.896,51

Equipamento administrativo

47.918,19

3426,65

 

 

 

51344,84

Total

92.946,68

8957,42

-1150,00

0,00

0,00

100754,10

 

Na rubrica “Equipamento de transporte” houve as seguintes correções:

Foi contabilizado o abate do veículo Renault 4L, vendido em 2012, que por lapso, nesse ano só foi considerada a mais-valia.

Foi corrigido o valor de aquisição do veículo Peugeot 23-NS-05, acrescido o valor do IVA (3597,68€) que não é reembolsável.

 

Propriedades de Investimento

Não aplicável para esta Instituição

 

Ativos Intangíveis

Não aplicável para esta Instituição

Locações

A Instituição não detém ativos adquiridos com recurso à locação financeira

Custo de empréstimos obtidos - Não aplicável para esta Instituição

 

 

Inventários

Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Inventários apresentava os seguintes valores:

2013

2014

Descrição

Inventário inicial

Compras

Regularizações

e

Consumos

Inventário final

Compras

Regularizações e

Consumos

Inventário final

Matérias-primas, subsidiárias e de consumo

1675,31

20973,85

21973,85

540,54

15728,43

15918,97

350,00

Saldo final referente aos géneros alimentares na valência “Nascer”.

É de salientar que se contabilizam, todos os géneros recebidos em donativos (Banco alimentar, recolha na superfície comercial “Pão de Açúcar” e outros).

 

Rédito

Para os períodos de 2014 e 2013 foram reconhecidos os seguintes Réditos:

Descrição

2014

2013

Vendas

0,00

0,00

Prestação de Serviços

Prestações de serviços (SAD)

8921,00

8119,72

Juros

8048,35

6367,73

Total

16969,35

14487,45

 

 

Provisões

No período de 01/01/2014 a 31/12/2014, não ocorreram variações relativas a provisões.

Passivos Contingentes – Não aplicáveis para esta Instituição

Ativos Contingentes - Não aplicáveis para esta Instituição

 

Subsídios/ apoios do Governo

A 31 de Dezembro de 2014 e 2013, a Entidade tinha os seguintes saldos nas rubricas de “Subsídios do Governo” e “Apoios do Governo”:

 

Descrição

2014

2013

Subsídios do Governo à exploração

Comparticipação do ISS, IP (acordos de cooperação)

132654,17

131508,24

Apoios do Governo

Outros apoios: PCAAC + subsídios eventuais

4755,69

9300,27

Total

137409,86

140808,51

 

 

Efeitos de alterações em taxas de câmbio – Não aplicável para esta instituição

 

Imposto sobre o rendimento – não aplicável para esta instituição

 

Benefícios dos empregados

Os órgãos directivos da Entidade não auferem qualquer remuneração.

 

No ano de 2012 foi nomeada a actual Direção com os seguintes elementos:

Presidente: Pedro Inácio Fernandes

Vice-Presidente: Manuel Gomes Pinto Portugal

Tesoureiro: Raul António Ribeiro

Secretária: Arminda de Jesus Massano de Carvalho

Vogal: Maria Dulce Reis Gonçalves Elvas Quadrado

 

O número médio de pessoas ao serviço da Entidade em 31/12/2014 foi de “12” e em 31/12/2013 foi de “12”.

 

Os gastos que a Entidade incorreu com os funcionários foram os seguintes:

Descrição

2014

2013

Remunerações aos Orgãos Sociais

0,00

0,00

Remunerações ao pessoal

132988,64

110607,29

Benefícios Pós-Emprego

0,00

0,00

Indemnizações

159,61

 

Encargos sobre as Remunerações

27806,93

24513,24

Seguros de Acidentes no Trabalho e Doenças Profissionais

2822,42

1418,35

Gastos de Acção Social

0,00

0,00

Outros Gastos com o Pessoal

6012,74

1872,72

Total

169790,34

151956,32

 

A conta - Outros gastos com o pessoal engloba os custos com a “Medicina no trabalho” e as bolsas de programas do IEFP.

 

Divulgações exigidas por outros diplomas legais

A Entidade não apresenta dívidas ao Estado em situação de mora, nos termos do Decreto-Lei 534/80, de 7 de Novembro.

Dando cumprimento ao estabelecido no Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro, informa-se que a situação da Entidade perante a Segurança Social se encontra regularizada, dentro dos prazos legalmente estipulados.

 

Outras informações

De forma a uma melhor compreensão das restantes demonstrações financeiras, são divulgadas as seguintes informações.

Fundadores/beneméritos/patrocionadores/doadores/associados/membros

Doações e Heranças (conta 753)

 

2014

2013

Donativos em dinheiro

21484,36

19875,30

Peditório de rua

7873,41

6083,38

Ofertório Dia Cáritas

21353,12

26965,53

Donativos em Géneros

21084,50

8359,72

Total

71795,39

61283,61

 

Outras contas a receber

A rubrica “Outras contas a receber” tinha, em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, a seguinte decomposição:

Descrição

2014

2013

Juros a receber

1067,00

906,95

Outros Devedores

 

 

Total

 

Diferimentos

Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, a rubrica “Diferimentos” englobava os seguintes saldos:

Descrição

2014

2013

Gastos a Reconhecer

Seguros a liquidar

1328,12

1146,48

Obras -NAscer

19757,15

35444,66

Obras-Sede

6031,04

4632,54

Total

27116,31

41223,68

Rendimentos a Reconhecer

Projectos

19326,90

30204,18

PCAAC (FEAC)

350,00

540,57

Total

19676,90

30744,75

 

Outros Activos Financeiros

A Entidade não detinha, em 31 de Dezembro de 2014 e 201, quaisquer investimentos em activos financeiros.

 

Caixa e Depósitos Bancários

A rubrica de “Caixa e Depósitos Bancários”, a 31 de Dezembro de 2014 e 2013, encontrava-se com os seguintes saldo:

Descrição

2014

2013

Caixa

962,06

633,76

Depósitos à ordem

31440,31

21416,00

Depósitos a prazo

192000,00

191000,00

Outros

 

 

Total

224402,37

213049,76

 

Fundos Patrimoniais

Nos “Fundos Patrimoniais” ocorreram as seguintes variações:

Descrição

Saldo Inicial

Aumentos

Diminuições

Saldo Final

Fundos

62232,22

0,00

0,00

62232,22

Excedentes técnicos

0,00

0,00

0,00

0,00

Reservas

0,00

0,00

0,00

0,00

Resultados transitados

79955,91

3146,54

0,00

83102,45

Excedentes de revalorização

0,00

0,00

0,00

0,00

Outras variações nos fundos patrimoniais

96914,03

0,00

-12773,30

84140,73

Total

239102,16

A conta 5933 diminui pelo valor imputado do subsídio para remodelação da valência CAV “Nascer” e pelo valor do donativo dado para a construção da lavandaria da valência CAV “Nascer”.

 

Fornecedores

O saldo da rubrica de “Fornecedores” é discriminado da seguinte forma:

Descrição

2014

2013

Fornecedores c/c

7499,79

5.064,87

Fornecedores títulos a pagar

0,00

0,00

Fornecedores facturas em recepção e conferência

0,00

0,00

Total

7499,79

5.064,87

 

 

 

 

Estado e Outros Entes Públicos

A rubrica de “Estado e outros Entes Públicos” está dividida da seguinte forma:

Descrição

2014

2013

Activo

Imposto sobre o Rendimentos das Pessoas Colectivas (IRC)

0,00

0,00

IVA – a Recuperar

597,65

5094,42

Outros Impostos e Taxas

0,00

0,00

Total

597,65

5094,42

Passivo

Imposto sobre o Rendimentos das Pessoas Colectivas (IRC)

0,00

0,00

Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)

0,00

0,00

Imposto sobre o Rendimentos das Pessoas Singualres (IRS)

1247,00

1.125,00

Segurança Social

5603,55

0,00

Outros Impostos e Taxas

0,00

0,00

Total

6850,55

1125,00

Os Encargos de Dezembro de 2013 foram pagos em 31/12/2013, daí o valor ser zero.

Outras Contas a Pagar

A rubrica “Outras contas a pagar” desdobra-se da seguinte forma:

 

Descrição

2014

2013

Pessoal

 

Remuneração a pagar

17130,00

17004,00

Encargos s/ remunerações

3700,10

3604,87

Fornecedores de Investimentos

Outros acréscimos de gastos

670,50

583,68

Total

21500,60

21192,55

 

Outros Passivos Financeiros

A Entidade não detém “Outros passivos financeiros” em 31 de Dezembro de 2014 e 2013.

 

Subsídios, doações e legados à exploração

A Entidade reconheceu, nos períodos de 2014 e 2013, os seguintes subsídio, doações, heranças e legados:

Descrição

2014

2013

Subsídios do Estado e outros entes públicos

137409,86

140067,94

Subsídios de outras entidades

25113,30

22437,64

Doações e heranças

71795,39

61283,61

Legados

0,00

0,00

Total

234318,55

223789,19

 

 

 

 

Fornecimentos e serviços externos

A repartição dos “Fornecimentos e serviços externos” nos períodos findos em 31 de Dezembro de 2014 e de 2013, foi a seguinte:

Descrição

2014

2013

Subcontratos

0,00

0,00

Serviços especializados

25182,42

41148,48

Materiais

15108,52

5643,18

Energia e fluidos

14821,36

10729,40

Deslocações, estadas e transportes

1815,05

1833,34

Serviços diversos

10676,51

10505,24

Total

67603,86

69859,64

 

Outros rendimentos e ganhos

A rubrica de “Outros rendimentos e ganhos” encontra-se dividida da seguinte forma:

Descrição

2014

2013

Rendimentos Suplementares

19441,05

0,00

Descontos de pronto pagamento obtidos

4,36

1,10

Recuperação de dívidas a receber

0,00

0,00

Ganhos em inventários

0,00

0,00

Rendimentos e ganhos em investimentos não financeiros

0

6739,78

Outros rendimentos e ganhos

22459,21

19139,24

Total

41904,62

25880,12

 

Outros gastos e perdas

A rubrica de “Outros gastos e perdas” encontra-se dividida da seguinte forma:

Descrição

2014

2013

Impostos

203,60

267,28

Descontos de pronto pagamento concedidos

0,00

0,00

Divídas incobráveis

0,00

0,00

Perdas em inventários

0,00

0,00

Gastos e perdas nos restantes activos financeiros(custo com apoios financeiros concedidos a utentes)

0,00

0,00

Gastos e perdas investimentos não financeiros

0,00

0,00

Outros Gastos e Perdas

32575,10

3905,55

Total

32778,70

4172,83

Na rubrica “ outros gastos e perdas” estão contabilizados os donativos, quotizações e correcções relativas a períodos anteriores.

 

 

 

 

 

 

 

Resultados Financeiros

Nos períodos de 2014 e 2013 foram reconhecidos os seguintes gastos e rendimentos relacionados com juros e similares:

Descrição

2014

2013

Juros e gastos similares suportados

Juros suportados

0,00

0,00

Diferenças de câmbio desfavoráveis

0,00

0,00

Outros gastos e perdas de financiamento

0,00

0,00

Total

0,00

0,00

Juros e rendimentos similares obtidos

Juros obtidos

8048,35

6367,73

Dividendos obtidos

0,00

0,00

Outros Rendimentos similares

0,00

0,00

Total

8048,35

6367,73

Resultados Financeiros

8048,35

6367,73

 

Acontecimentos após data de Balanço

Não são conhecidos à data quaisquer eventos subsequentes, com impacto significativo nas Demonstrações Financeiras de 31 de Dezembro de 2014.

Após o encerramento do período, e até à elaboração do presente anexo, não se registaram outros factos susceptíveis de modificar a situação relevada nas contas.

 

O Técnico Oficial de Contas                                                                    A Direção

 

Celeste Almeida Domingos                                                         Pedro Inácio Fernandes

(TOC 59772)