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Relatório de contas 2015

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

EXERCÍCIO 01/01/2015 A 31/12/2015

 

 

1. Identificação da Identidade

Cáritas Diocesana da Guarda

Colégio de São José

Q.ta Sª do Mileu

6300-586 Guarda

NIF 501720618

NISS 20005980213

 

A Cáritas Diocesana da Guarda é um organismo da Igreja, com ereção canónica pelo Bispo Diocesano, com fim de promover e apoiar a ação sócio caritativa na Diocese. A Cáritas Diocesana da Guarda é uma instituição sem fins lucrativos reconhecida como pessoa coletiva de utilidade pública.

É membro federado da Cáritas Portuguesa.

A Instituição encontra-se registada, a título definitivo, na Direção Geral da Segurança Social, desde 29-02-1988, no Livro n.º 3, sob o n.º 81/88, folhas 192 verso e 193, em conformidade com o disposto no n.º 2 do artigo 7.º do Regulamento de Registo das Instituições Particulares de Solidariedade Social, aprovado pela Portaria n.º 139/2007, de 29 de Janeiro.

A Cáritas Diocesana tem como finalidade promover a apoiar a ação sócio caritativa na Diocese e procurar ajudar o desenvolvimento integral da pessoa humana, fomentar a comunicação cristã de bens e a promoção social e humana, nomeadamente a crianças, idosos, doentes, e excluídos da sociedade.

 

2.Referencial Contabilístico de preparação das demonstrações financeiras:

As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com o disposto na Norma Contabilística e de Relato Financeiro para as Entidades do Setor Não Lucrativo – NCRF-ESNL, estipulado pelo Decreto-Lei n.º 36-A/2011 de 9 de Março.

As Demonstrações Financeiras foram preparadas de acordo com as Bases de Apresentação das Demonstrações Financeiras (BADF)

- Continuidade

Com base na informação disponível e as expectativas futuras, a Entidade continuará a operar no futuro previsível. Para as Entidades do Sector Não Lucrativo, este pressuposto não corresponde a um conceito económico ou financeiro, mas sim à manutenção da actividade de prestação de serviços ou à capacidade de cumprir os seus fins.

As demonstrações financeiras do período de 01/01/2015 a 31/12/2015 foram elaboradas no pressuposto da continuidade das operações e registos contabilísticos da Entidade de acordo com a Norma Contabilística de Relato Financeiro para as Entidades do Setor Não Lucrativo (NCRF-ESNL) aprovado pelo Decreto –Lei n.º 36-A/2011 de 9 de Março.

O sistema de Normalização Contabilística para ESNL é composto por:

▪ Bases para apresentação das demonstrações financeiras (BADF);

▪ Modelos de demonstrações financeiras – Portaria n.º 105/2011 de 14 de Março;

▪ Código de contas (CC) – Portaria n.º 106/2011 de 14 de Março;

▪ NCRF-ESNL – Aviso n.º 6726-B/2011 de 14 de Março;

▪ Normas Interpretativas.

3.Principais Políticas Contabilísticas

3.1 Bases de apresentação

As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as Bases de Apresentação das Demonstrações Financeiras (BADF)

- Continuidade:

Com base na informação disponível,  a Instituição continuará com a sua atividade nos próximos tempos dando apoio à população por ela servida, assumindo a não necessidade de liquidar ou de reduzir consideralvelmente o nível das operações. Para as ESNL, este pressuposto não corresponde a um conceito económico ou financeiro, mas sim à manutenção da atividade de prestar serviço e à capacidade de cumprir os seus fins.

 

- Regime do Acréscimo (periodização económica):

Os efeitos das transacções e de outros acontecimentos são reconhecidos quando eles ocorram (independentemente do momento do pagamento ou do recebimento) sendo registados contabilisticamente e relatados nas demonstrações financeiras dos períodos com os quais se relacionem. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes rendimentos e gastos são registados nas respectivas contas das rubricas “Devedores e credores por acréscimos” e “Diferimentos”.

 

- Consistência de Apresentação:

As Demonstrações Financeiras estão consistentes de um período para o outro, quer a nível da apresentação quer dos movimentos contabilísticos que lhes dão origem, excepto quando ocorrem alterações significativas na natureza que, nesse caso, estão devidamente identificadas e justificadas neste Anexo. Desta forma é proporcionada informação fiável e mais relevante para os utentes.

 

- Materialidade e Agregação:

A relevância da informação é afetada pela sua natureza e materialidade. A materialidade depende da quantificação ou omissão ou erro. A informação é material se a sua omissão ou inexatidão influenciarem as decisões tomadas por parte dos utentes. Itens que não são materialmente relevantes para justificar a sua apresentação separada nas DF podem ser materialmente relevantes para que sejam discriminados nas notas do anexo.

 

- Compensação

Devido à importância do ativo e passivo serem relatados separadamente, assim como os gastos e rendimentos, estes não devem ser compensados.

 

- Informação Comparativa

A informação comparativa deve ser divulgada, nas DF, com respeito ao período anterior. Respeitando ao Princípio da Continuidade da Entidade, as políticas contabilísticas devem ser levados a efeito de maneira consistente em toda a Entidade e ao longo de todo o tempo. Procedendo-se a alterações contabilísticas, as quantias comparativas afetadas pela reclassificação devem ser divulgadas, tendo em conta:

a) A natureza da reclassificação;

b) A quantia de cada item ou classe de itens que tenha sido reclassificada; e

c) Razão para a reclassificação.

 

3.2. Políticas de Reconhecimento e Mensuração

♦ Os “Activos Fixos Tangíveis” encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das depreciações e das perdas por imparidade acumuladas. O custo de aquisição inicialmente registado, inclui o custo de compra.

Os activos que foram atribuídos à Entidade a título gratuito encontram-se mensurados ao seu justo valor, ao valor pelo qual estão segurados ou ao valor pelo qual figuravam na contabilidade.

 

♦ As depreciações são calculadas, assim que os bens estão em condições de ser utilizado, pelo método da linha recta em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens.

As taxas de depreciação utilizadas são as constantes das taxas de amortização para as IPSS.

 

♦ Os “Clientes”, “Utentes” e as “Outras contas a receber” encontram-se registadas pelo seu valor real.

 

♦ A rubrica “Caixa e depósitos bancários” inclui caixa e depósitos bancários de curto prazo (Depósitos

à ordem e a prazo) que possam ser imediatamente mobilizáveis sem risco significativo de flutuações de valor.

 

♦ As dívidas registadas em “Fornecedores” e “Outras contas a pagar” são contabilizadas pelo seu valor nominal.

 

♦ A rubrica “Fundos Patrimoniais” são compostos pelos fundos atribuídos pelos fundadores da Entidade ou terceiros, fundos acumulados e outros excedentes.

 

♦ Estado e outros entes públicos

O imposto sobre o rendimento do período corresponde ao imposto a pagar. Este inclui as tributações autónomas.

Nos termos do n.º1 do art.º 10º do Código do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (CIRC) estão isentos deste imposto:

a)      “As pessoas coletivas de utilidade pública administrativa;

b)      As Instituições particulares de solidariedade social e entidades anexas, bem como as pessoas coletivas àquelas legalmente equiparadas;

c)      As pessoas coletivas de mera utilidade pública que prossigam, exclusiva ou predominantemente, fins científicos ou culturais, de caridade, assistência, beneficência, solidariedade social ou defesa do meio ambiente.”

No entanto o n.º 3 do referido artigo menciona que:

“ A isenção prevista no n.º 1 não abrange os rendimentos empresariais derivados do exercício das atividades comerciais ou industriais desenvolvidas fora do âmbito dos fins estatuários, bem como os rendimentos de títulos ao portador, não registados ou depositados, nos termos da legislação em vigor, e é condicionada à observância continuada dos seguintes requisitos:

a)      Exercício efetivo, a título exclusivo ou predominante, de atividades dirigidas à prossecução dos fins que justificam o respetivo reconhecimento da qualidade de utilidade pública ou fins que justifiquem a isenção consoante se trate, respetivamente, de entidades previstas nas alíneas a), b) ou c) do n.º1;

b)      Afetação dos fins referidos na alínea anterior de, pelo menos, 50% do rendimento global líquido que seria sujeito a tributação nos termos gerais, até 50% do rendimento global liquido que seria sujeito a tributação nos termos gerais, até ao fim do 4º período de tributação posterior àquele em que tenha sido obtido, salvo em caso de justo impedimento no cumprimento do prazo de afetação, notificado ao diretor-geral dos impostos, acompanhado da respetiva fundamentação escrita, até ao último dia útil do 1.º mês subsequente ao termo do referido prazo;

c)       Inexistência de qualquer interesse direto ou indireto dos membros dos órgãos estatutários, por si mesmos ou por interposta pessoa, nos resultados da exploração das atividades económicas por elas prosseguidas.”

 

♦ Benefícios aos empregados

Os benefícios de curto prazo dos empregados incluem salários, complementos de trabalho nocturno, trabalho extraordinário, subsídios de alimentação, subsídios de férias e de Natal e quaisquer outras retribuições adicionais decididas pontualmente pela Direção.

As obrigações decorrentes dos benefícios de curto prazo são reconhecidas como gastos no período em que os serviços são prestados, numa base não descontada por contrapartida do reconhecimento de um passivo que se extingue com o respectivo pagamento.

De acordo com a legislação laboral aplicável o direito a férias e subsídio de férias, relativo ao período, por este coincidir com o ano civil, vence-se a 31 de Dezembro de cada ano, sendo somente pago durante o período seguinte, pelo que os gastos correspondentes encontram-se reconhecidos como benefícios de curto prazo e tratados de acordo com o anteriormente referido.

 

♦ Fluxos de caixa

A demonstração dos fluxos de caixa é preparada através do método direto. A entidade na rubrica “Caixa e seus seus equivalentes” os montantes de caixa, depósitos à ordem e depósitos a prazo.

 

Políticas contabilísticas, alterações nas estimativas contabilísticas e erros

 

No decorrer do ano de 2015 por informação dos técnicos da Cáritas Portuguesas, devido aos alertas que obtiveram dos auditores e para se dar cumprimento às normas e aos standards mínimos da Cáritas Internacionalis, procedi à alteração de critério referente a todas as verbas recebidas.

Os donativos de campanhas (FSS e Prioridade às crianças) não eram integrados na Demonstração de Resultados, passavam por contas de terceiros, bem como os subsídios eventuais recebidos do ISS, IP, por ex. os apoios a refugiados.

No exercício de 2015 todos os recebimentos são considerados como ganhos e as entregas como custos.

 

 

Activos fixos tangíveis

Bens do domínio público: A Entidade não usufrui de “Activos Fixos Tangíveis” do domínio público.

 

Bens do património histórico, artístico e cultural – Não Aplicável para esta Instituição

 

Outros activos fixos tangíveis

A quantia escriturada bruta, as depreciações acumuladas, a reconciliação escriturada no início e no fim do período, mostrando as adições, abates e alienações, as depreciações e outras alterações, foram desenvolvidas de acordo com o seguinte quadro:

 

 

2015

Descrição

Saldo inicial

Aquisições / Dotações

Abates

Transferências

Revalorizações

Saldo final

Custo

Terrenos e recursos naturais

0,00

 

 

 

 

0,00

Edifícios e outras construções

84.140,73

 

 

 

 

84.140,73

Equipamento básico

3.544,26

 

 

 

 

3.544,26

Equipamento de transporte

41.159,91

0

0

 

 

41.159,91

Equipamento administrativo

71.376,85

1.375,00

 

 

 

72.751,85

Total

200.221,75

1.375,00

0,00

201.596,75

Depreciações acumuladas

Terrenos e recursos naturais

0,00

 

 

 

 

0,00

Edifícios e outras construções

18.510,91

1.682,81

 

 

 

20.193,72

Equipamento básico

2.001,84

0,00

0,00

0,00

0,00

2.001,84

Equipamento de transporte

28.896,51

3.847,96

 

 

 

32.744,47

Equipamento administrativo

51.344,84

947,04

 

 

 

52.291,88

Total

100.754,10

6.477,81

0,00

0,00

0,00

107.231,91

 

 

Investimentos Financeiros

 

Descrição

2015

2014

Investimentos Financeiros

Outros investimentos financeiros

♦ Fundos de Compensação do trabalho

 

 

362,23

 

 

133,26

 

Propriedades de Investimento

Não aplicável para esta Instituição

Ativos Intangíveis

Não aplicável para esta Instituição

Locações

A Instituição não detém ativos adquiridos com recurso à locação financeira

Custo de empréstimos obtidos - Não aplicável para esta Instituição

Inventários

Em 31 de Dezembro de 2015 e 2014 a rubrica “Inventários apresentava os seguintes valores:

2015

2014

Descrição

Inventário inicial

Compras

Regularizações

e

Consumos

Inventário final

Compras

Regularizações e

Consumos

Inventário final

Matérias-primas, subsidiárias e de consumo

350,00

13.620,83

13536,09

434,74

15.728,43

15.918,97

350,00

Saldo final referente aos géneros alimentares em stock.

É de salientar que se contabilizam, todos os géneros recebidos em donativos (Banco alimentar, recolha na superfície comercial “Pão de Açúcar” e outros).

 

Clientes – Utentes do SAD (Serviço de Apoio ao Domicilio)

 

Descrição

2015

2014

Vendas

0,00

0,00

Prestação de Serviços

Prestações de serviços (SAD)

8.387,50

8.921,00

Total

8.387,50

8.921,00

 

Provisões

No período de 01/01/2015 a 31/12/2015, não ocorreram variações relativas a provisões.

Passivos Contingentes – Não aplicáveis para esta Instituição

Ativos Contingentes - Não aplicáveis para esta Instituição

 

Efeitos de alterações em taxas de câmbio – Não aplicável para esta instituição

 

Imposto sobre o rendimento – não aplicável para esta instituição

 

Benefícios dos empregados

Os órgãos directivos da Entidade não auferem qualquer remuneração.

 

No ano de 2012 foi nomeada a actual Direção com os seguintes elementos:

Presidente: Pedro Inácio Fernandes

Vice-Presidente: Manuel Gomes Pinto Portugal

Tesoureiro: Raul António Ribeiro

Secretária: Arminda de Jesus Massano de Carvalho

Vogal: Maria Dulce Reis Gonçalves Elvas Quadrado

 

Pessoal com contratos de trabalho.

 

O número médio de pessoas ao serviço da Entidade em 31/12/2015 foi de “12” e em 31/12/2014 foi de “12”.

 

Os gastos que a Entidade incorreu com os funcionários foram os seguintes:

 

Descrição

2015

2014

Remunerações aos Orgãos Sociais

0,00

0,00

Remunerações ao pessoal

136.320,33

132.988,64

Benefícios Pós-Emprego

0,00

0,00

Indemnizações

888,02

159,61

Encargos sobre as Remunerações

28.212,31

27.806,93

Seguros de Acidentes no Trabalho e Doenças Profissionais

988.63

2.822,42

Gastos de Acção Social

0,00

0,00

Outros Gastos com o Pessoal

2.767,84

6.012,74

Total

169.177,13

169.790,34

 

A conta - Outros gastos com o pessoal engloba os custos com a “Medicina no trabalho” e as bolsas de programas do IEFP.

 

Divulgações exigidas por outros diplomas legais

A Entidade não apresenta dívidas ao Estado em situação de mora, nos termos do Decreto-Lei 534/80, de 7 de Novembro.

Dando cumprimento ao estabelecido no Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro, informa-se que a situação da Entidade perante a Segurança Social se encontra regularizada, dentro dos prazos legalmente estipulados.

 

Outras informações

De forma a uma melhor compreensão das restantes demonstrações financeiras, são divulgadas as seguintes informações.

Outras contas a receber

A rubrica “Outras contas a receber” tinha, em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, a seguinte decomposição:

 

Descrição

2015

2014

Juro a receber

930,56

1.067,00

Outras Entidades (projetos)

17.992,91

6.673,74

Outros devedores

5.392,90

34.147,37

Total

24.316,37

41.888,11

 

 

 

 

Outras contas a pagar

A rubrica “Outras contas a pagar” desdobra-se da seguinte forma:

 

Descrição

2015

2014

Pessoal

Remuneração a pagar

16.730,00

17.130,00

Encargos s/ remunerações

3.680,62

3.700,10

Outros acréscimos de gastos (Água, Electricidade, Comunicação)

572,68

670,50

Campanhas (Caritas Portuguesa, MSJB)

53.160,09

59.920,78

Outros

2.402,42

Total

74.143,39

83.823,88

As Remunerações a pagar engloba  Férias e subsídios de Férias a pagar no ano de 2016.

A taxa dos encargos sobre remunerações para o ano de 2016 é de 22%.

Outros acréscimos de gastos correspondem a gastos de água, electricidade e comunicações de 2015 pagos em 2016.

Diferimentos

Em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, a rubrica “Diferimentos” englobava os seguintes saldos:

 

Descrição

2015

2014

Gastos a Reconhecer

Seguros a liquidar

1.905,75

1.328,12

Obras -NAscer

21.368,89

19.757,15

Obras-Sede

4.639,53

6.031,04

Total

27.914,14

27.116,31

Rendimentos a Reconhecer

Projectos

2.226,61

19.326,90

PCAAC (FEAC)

434,74

350,00

Total

2.661,35

19.676,90

 

Outros Activos Financeiros

A Entidade não detinha, em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, quaisquer investimentos em activos financeiros.

 

Caixa e Depósitos Bancários

A rubrica de “Caixa e Depósitos Bancários”, a 31 de Dezembro de 2015 e 2014, encontrava-se com os seguintes saldo:

 

Descrição

2015

2014

Caixa

582,02

962,06

Depósitos à ordem

63.742,82

31.440,31

Depósitos a prazo

159.000,00

192.000,00

Outros

 

 

Total

223.324,84

224.402,37

 

Fundos Patrimoniais

Nos “Fundos Patrimoniais” ocorreram as seguintes variações:

 

Descrição

Saldo Inicial

Aumentos

Diminuições

Saldo Final

Fundos

62232,22

0,00

0,00

62232,22

Excedentes técnicos

0,00

0,00

0,00

0,00

Reservas

0,00

0,00

0,00

0,00

Resultados transitados

83102,45

82,83

0,00

83.185,28

Excedentes de revalorização

0,00

0,00

0,00

0,00

Outras variações nos fundos patrimoniais

84140,73

0,00

0,00

84.140,73

Total

229.475,40

82,83

0,00

229.558,23

 

Fornecedores

O saldo da rubrica de “Fornecedores” é discriminado da seguinte forma:

Descrição

2015

2014

Fornecedores c/c

3.282,81

7.499,79

Fornecedores títulos a pagar

0,00

0,00

Fornecedores facturas em recepção e conferência

0,00

0,00

Total

3.282,81

7.499,79

 

Estado e Outros Entes Públicos

A rubrica de “Estado e outros Entes Públicos” está dividida da seguinte forma:

Descrição

2015

2014

Ativo

Imposto sobre o Rendimentos das Pessoas Colectivas (IRC)

0,00

0,00

IVA – a Recuperar

869,51

597,65

Outros Impostos e Taxas

0,00

0,00

Total

869,51

597,65

Passivo

Imposto sobre o Rendimentos das Pessoas Colectivas (IRC)

0,00

0,00

Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)

0,00

0,00

Imposto sobre o Rendimentos das Pessoas Singulares (IRS)

1.348,00

1.247,00

Segurança Social

5.388,23

5.603,55

Outros Impostos e Taxas

0,00

0,00

Total

6.736,23

6.850,55

 

Outros Passivos Financeiros

A Entidade não detém “Outros passivos financeiros” em 31 de Dezembro de 2015 e 2014.

 

 

 

 

 

Subsídios, doações e legados à exploração

A Entidade reconheceu, nos períodos de 2015 e 2014, os seguintes subsídio, doações, heranças e legados:

Descrição

2015

2014

 

Subsídios do Estado - ISS, IP (Acordos de cooperação)

133.170,37

132.654,17

 

Subsídios do Estado - ISS, IP (subs.eventuais – apoio aos refugiados)

24.379,18

0,00

 

Subsídios do Estado - ISS, IP (FEAC)

3.819,14

4.405,69

 

Subsídios de outras entidades - Projetos

75.736,89

25.113,30

 

Doações e heranças (donativos, peditório e ofertório)*

49.526,45

71.795,39

 

Legados

0,00

0,00

 

Total

286.632,03

233.968,55





*Doações e Heranças (conta 753)

 

2015

2014

Donativos em dinheiro

14.926,42

21.484,36

Peditório de rua

6.263,10

7.873,41

Ofertório Dia Cáritas

15.595,35

21.353,12

Donativos em Géneros

12.741,58

21.084,50

Total

49.526,45

71.795,39

 

Fornecimentos e serviços externos

A repartição dos “Fornecimentos e serviços externos” nos períodos findos em 31 de Dezembro de 2015 e de 2014, foi a seguinte:

 

Descrição

2015

2014

Subcontratos

0,00

0,00

Serviços especializados (trab. Espec., publicidade, vigilância e segurança, honorários, conservação e reparação, serv. bancários

14.764.01

22.857,71

Materiais (ferramentas, mat. Escritório, jornais e revistas, roupa e vestuário para utentes)

6.088,57

15.088,27

Energia e fluidos (eletricidade, combustíveis, água)

11.907,87

14.821,36

Deslocações, estadas e transportes

2.197,63

1.815,05

Serviços diversos (comunicação, seguros, contencioso e notariado, limpeza, higiene e conforto, outros)

9.332,60

10.383,76

Total

44.290,68

64.965,85

 

Outros rendimentos e ganhos

A rubrica de “Outros rendimentos e ganhos” encontra-se dividida da seguinte forma:

 

Descrição

2015

2014

Rendimentos Suplementares

3.111,22

19441,05

Descontos de pronto pagamento obtidos

0.17

4,36

Correções relativas a períodos anteriores

1441,47

0,00

Ganhos em inventários

0,00

0,00

Restituição de impostos (0.05% consignação IRS)

9866,51

0

Outros rendimentos e ganhos

 

22459,21

Total

14.419,37

41904,62

 

 

Outros gastos e perdas

A rubrica de “Outros gastos e perdas” encontra-se dividida da seguinte forma:

 

Descrição

2015

2014

Impostos(Imi, taxas)

145,83

203,60

Correções relativas a períodos anteriores

11,11

23.374,93

Donativos

46.224,35

5.571,94

Quotizações

776,14

3.628,22

Outros Gastos e Perdas

85,22

32.575,10

Subsídios entregues a refugiados

21.104,22

0,00

Outros

 

0.01

Total

68.346,87

32.778,70

A conta donativos desdobra-se da seguinte forma:

Descrição

2015

2014

Donativos diversos

412,23

 

Donativos às Cáritas Paroquiais

3.296,72

 

Donativos FSS

39.462,50

 

Donativos - Prioridade Crianças

3052,90

 

 

Resultados Financeiros

Nos períodos de 2015 e 2014 foram reconhecidos os seguintes gastos e rendimentos relacionados com juros e similares:

Descrição

2015

2014

Juros e gastos similares suportados

Juros suportados

0,00

0,00

Diferenças de câmbio desfavoráveis

0,00

0,00

Outros gastos e perdas de financiamento

0,00

0,00

Total

0,00

0,00

Juros e rendimentos similares obtidos

Juros obtidos

5.918,08

8048,35

Dividendos obtidos

0,00

0,00

Outros Rendimentos similares

0,00

0,00

Total

5.918,08

8048,35

Resultados Financeiros

5.918,08

8048,35

 

Acontecimentos após data de Balanço

Não são conhecidos à data quaisquer eventos subsequentes, com impacto significativo nas Demonstrações Financeiras de 31 de Dezembro de 2015.

Após o encerramento do período, e até à elaboração do presente anexo, não se registaram outros factos susceptíveis de modificar a situação relevada nas contas.

 

O Técnico Oficial de Contas                                                                    A Direção

 

Celeste Almeida Domingos                                                         Pedro Inácio Fernandes

(TOC 59772)

 

 

Relatório de contas 2015

 

Relatório de contas 2015

 

Relatório de contas 2015

Continuar...

 

Relatório de Atividades e contas 2015

CÁRITAS DIOCESANA DA GUARDA

Relatório de Atividades

2015

Índice

1. Introdução

2. Recursos Humanos

2.1. Direcção

2.2. Pessoal com Contratos a Termo ou a Termo Incerto

2.3. Estágios Curriculares

3. Serviços

3.1. Serviços Gerais

3.2. Serviços Administrativos

3.3. Serviço de Atendimento Social

4. Valências

4.1. Serviço de Apoio Domiciliário a Idosos

4.2. Centro de Apoio à Vida (CAV) - NAS©ER

5. Projectos Financiados

5.1. Projecto de Interculturalidade – Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

5.2. Outros Projectos

6. Programas de Apoio Alimentar

6.1. Fundo Europeu de Apoio a Carenciados (FEAC)

6.2. Banco Alimentar Contra a Fome.

7.Ações de Âmbito Nacional

7.1.Conselhos Gerais da Cáritas Portuguesa

7.2. Semana Nacional da Cáritas e Peditório de Rua

7.3. Fundo Social Solidário

8. Campanhas

8.1. Campanha “10 Milhões de Estrelas - Um Gesto pela Paz”

8.2. Campanha de recolha de fundos para as Missões

9. Conclusão

1. INTRODUÇÃO

A Cáritas Diocesana é o serviço oficial e organizado da Igreja para a prática da Caridade, regendo-se pelos princípios da Doutrina Social da Igreja, estando portanto na dependência direta do Reverendíssimo Bispo da Diocese da Guarda.

A Cáritas Diocesana é membro federado da Cáritas Portuguesa com a qual faz trabalho em rede, tendo como missão, entre outras, o desenvolvimento integral da pessoa humana, a defesa do bem comum pela animação da Pastoral Social Cristã, assente nos valores evangélicos da justiça, verdade, amor, partilha fraterna e solidária, universalidade, subsidiariedade, gratuitidade e opção preferencial pelos mais pobres e excluídos.

Uma das preocupações do Concílio Vaticano II foi despertar todos os cristãos para o compromisso social, numa relação entre a Fé e a Vida.

Assim a nossa atividade procura pautar-se por estes princípios plasmados no Plano de Atividades, onde se definem as opções estratégicas e por isso privilegiamos o reforço do atendimento e apoio social nas suas diferentes vertentes, encaminhamos as emergências sociais para o FSS, apoiamos com alimentos, vestuário, renda de casa, eletricidade, água, luz, medicamentos e outros.

Estendemos este apoio a nível das paróquias sempre numa ação de proximidade concertada e articulada com os respetivos Párocos e hierarquia religiosa, e igualmente às instituições e a todos os que nos procuram.

Continuamos a fazer os peditórios mensais no “Auchan”, a recolher alimentos no “Banco Alimentar da Cova da Beira” e pontualmente no Intermarché.

Demos continuidade aos projetos já existentes, caso do “CLAII”; continuámos outros em parceria com a Cáritas Nacional, caso do “Projecto + Próximo”, com formação de equipas e “Prioridade às Crianças”.

Prosseguimos com as valências “NASCER” e “SAD” tendo em conta os seus principais objetivos e metas definidas e participamos nas reuniões do CLAAS e outras da área social, nomeadamente RLIS e NLI.

Trabalhamos em parceria e rede com a Cáritas Nacional, comparecendo nas reuniões convocadas, nomeadamente nos Conselhos Nacionais, no Encontro Nacional da Pastoral Social e Plano Estratégico da Cáritas.

Colaboramos nas iniciativas espirituais e sociais da Diocese da Guarda e da Cáritas Nacional, de forma particular na operação “Dez milhões de Estrelas, um gesto pela Paz” e na “semana Nacional da Cáritas”.

Mantivemos em funcionamento o roupeiro na sede da nossa instituição.

Os aspetos específicos, de cada um destes itens, serão abordados mais à frente.

Apesar dos inúmeros constrangimentos provocados pela grave crise financeira e económica do País, demos resposta a todos os que a nós acorreram, não perdendo de vista que a “Caridade da Igreja é uma manifestação do amor trinitário”.

 

 

2a. ORGÃOS SOCIAIS

2.1. DIREÇÃO

A Direção da Cáritas Diocesana integra os seguintes membros:

Presidente: Pedro Inácio Fernandes

Vice-Presidente: Manuel Gomes Pinto Portugal

Secretário: Arminda de Jesus Massano de Carvalho

Tesoureiro: Raul António Ribeiro

Vogal: Maria Dulce Reis Gonçalves Elvas Quadrado

Assistente Religioso: Padre Américo Real Barroca.

2.2. CONSELHO FISCAL

Presidente: Cónego António Carlos Marques Gonçalves

Vogais: Ir. Amélia dos Santos Fonseca

José da Silva Cordeiro

2b. RECURSOS HUMANOS

 

2.1. PESSOAL COM CONTRATO A TERMO OU SEM TERMO

Nome

Função

Valência/Projecto

Ano de admissão

Cessação de Contrato

Celeste Almeida Domingos

TOC/Administrativa

Cáritas Diocesana

2005

 

Vera Mónica Cairrão Pragana

Psicóloga

CAV – NAS©ER

2005

 

Ana Luísa A. de Castro

Assistente Social

CAV e SAD

2008

 

Maria Isabel Rabaça dos Santos

Mediadora

 

CLAII

 

2008

 

Patrocínia Maria Marques Patrício

Ajudante de Ação Direta

SAD

2000

 

Maria Jorgete Almeida Cabral

Ajudante de Ação Direta

SAD

2001

 

Isabel Saraiva Gonçalves Pires

Ajudante de Ação Direta

SAD

2003

 

Cátia Alexandra Ramos Marques Lopes

Assistente Social

Atendimento Social

Projecto Interculturalidade – Afirm@.com

 

2011

 

 

Maria Helena Sanches Casanova Afonso

Ajudante de Ação Direta

CAV

2005

 

Lúcia de Jesus Filipe Dias

Ajudante de Ação Direta

CAV

2007

Reformada a 30/6/2015

Maria Fernanda dos Santos Nunes Oliveira

Ajudante de Ação Direta

CAV e SAD

2009

 

Maria Fernanda Esteves Gonçalves

Ajudante de Ação Direta

CAV e SAD

2012

 

Maria Isabel Gomes Lopes de Matos Santos

Ajudante de Ação Direta

CAV e SAD

05/2014

06/01/2015

2.2. ESTÁGIOS CURRICULARES E PROFISSIONAIS

Nome

Função

Valência/Projecto

Ano de admissão

Ana Luísa Oliveira Palheiro

Apoio à Infância e Juventude

CAV – NAS©ER

 

04-2015 a 08-2015

João Gonçalves

Apoio a Projeto “ D&R e

+ Próximo

Direção

2014                              30/06/2015

 

3. SERVIÇOS

3.1. SERVIÇOS GERAIS

3.1.1. DEFINIÇÃO

Os Serviços Gerais são da responsabilidade do/a Presidente da Direção que é coadjuvado/a por um/uma Técnico/a Voluntário/a de Apoio Jurídico e por Auxiliares Voluntários/as de Serviços Gerais.

As competências do Técnico/a Voluntário/a de Apoio Jurídico são as seguintes:

- Aconselhamento jurídico à Direção da Cáritas em questões relacionadas com a prossecução dos fins desta instituição.

- Análise de contratos e elaboração de minutas de contratos em que a Cáritas Diocesana da Guarda seja outorgante.

- Serviços de Registos e Notariado, seja mediante apresentações perante as entidades competentes, seja no exercício de competências próprias (certificações e reconhecimentos).

-Apoio e aconselhamento jurídico aos utentes da Caritas, nomeadamente do Apoio Social e Imigrantes.

- Apoio jurídico à direção técnica do Nas©er, em questões de direito do/as menores.

- Aconselhamento jurídico @s beneficiári@s do Nas©er.

- Acompanhamento dos processos de Promoção e Protecção e outros (averiguação de paternidade, regulação das responsabilidades parentais, fixação de alimentos) em que @s beneficiári@s do Nas©er tenham intervenção.

3.1.2. COMPETÊNCIAS

Cabe aos Auxiliares Voluntári@s de Serviços Gerais:

- Colaborar na manutenção e conservação dos edifícios da Cáritas Diocesana.

- Colaborar na recolha de bens alimentares nos peditórios do Auchan e Intermarché.

- Assegurar a recolha e transporte dos bens do Banco Alimentar contra a Fome.

- Apoiar o transporte de alimentos do FEAC.

- Recolher, transportar e proceder a pequenas reparações, quando necessário, de bens doados (peças de mobiliário, eletrodomésticos, etc.)

 

 

3. 2. SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS

Os Serviços Administrativos são coordenados pelo Presidente da Direção que conta com o apoio da Técnica Oficial de Contas.

Cabe a estes Serviços:

- Planificar, organizar e coordenar a execução da contabilidade.

-Assinar, conjuntamente com o representante legal da entidade, as respectivas demonstrações financeiras e declarações fiscais.

- Efectuar o processamento de salários de acordo com as indicações da Direcção.

- Assumir a responsabilidade pela supervisão dos actos declarativos para a Segurança Social e para efeitos fiscais relacionado com o processamento de salários.

- Efectuar periodicamente reconciliações bancárias.

- Exercer funções de consultoria nas áreas da contabilidade, da fiscalidade e da segurança social.

- Desempenhar quaisquer outras funções definidas por lei adequadas ao exercício das respectivas funções.

- Integrar a Comissão da Qualidade.

- Preencher e subscrever o IRS dos beneficiários da Caritas Diocesana da Guarda.

Dada a importância destes Serviços, a Direção diligenciou no sentido de que os mesmos passassem a funcionar num espaço com melhores condições.

3.3. SERVIÇO DE ATENDIMENTO SOCIAL

A população alvo que recorre ao apoio da Cáritas Diocesana da Guarda pauta-se por uma carência económica grave causada por fenómenos de natureza social e económica que não contribuem para a ultrapassagem desta situação. O Serviço de Atendimento Social apoia públicos com diferentes problemáticas sociais, desta maneira, recorrem à Cáritas Diocesana da Guarda famílias monoparentais com baixos recursos económicos, famílias multiproblemáticas, situações de endividamento, famílias em situação de desemprego, famílias com necessidade de pagamentos ao nível de prestações de cuidados de saúde e com ausência de recursos económicos para suprir necessidades básicas do dia-a-dia. O apoio prestado atua nos casos dos(as) utentes que vivem isolados, que não têm família, suporte social e /ou capacidade económica para fazer face às suas necessidades. O serviço de Atendimento Social estabelece ainda uma coordenação e uma concertação permanente com os Serviços, equipamentos sociais e técnicos da área onde nos inserimos para fazer face às situações sinalizadas.

A ação desenvolvida pelo Serviço de Atendimento Social é imprescindível se tivermos em conta que o envelhecimento da população portuguesa e o desemprego são uma constante em todo o país, sendo mais acentuados na nossa região por ser interior e ter um frágil tecido empresarial,

O Serviço Atendimento Social rege-se pelos seguintes princípios: Promoção do bem-estar individual e familiar; eliminação e/ou reajustamento dos problemas decorrentes do estado de doença; desenvolvimento das potencialidades do indivíduo/família; redefinição projetos de vida; avaliação das condições e características socioculturais da comunidade; fomento da co-responsabilização e participação do indivíduo e comunidade na promoção do bem-estar.

O Serviço de Atendimento Social é assegurado por duas Técnicas Superior de Serviço Social a quem cabe desempenhar as seguintes funções:

3.3.1.Atualizou-se periodicamente o ficheiro de atendimento social composto por fichas de Informação Social Individual, através das quais é possível a sistematização da informação útil do (a) utente, da sua família e rede social, ao nível social, económico e profissional.

3.3.2. Realizaram-se atendimentos sociais dos (as) utentes e ao seu encaminhamento quando necessário, através da articulação com outros serviços da Cáritas Diocesana da Guarda e entidades externas de forma a encontrar as respostas mais adequadas às solicitações apresentadas.

3.3.3. Apoiaram-se os/as utentes sinalizados no acompanhamento social tendo por base o levantamento de necessidades efetuado, particularmente no que respeita a atribuição de géneros alimentares, vestuário, mobiliário e outros.

3.3.4. As técnicas de Serviço Social participaram em ações de formação relacionadas com a sua área de intervenção.

3.3.5. Colaborou-se com a Direção através da indicação e encaminhamento de casos para o Fundo Social Solidário ou para o projeto Prioridade às Crianças.

3.3.6. Articulou-se e colaborou-se com os/as Coordenadores/ responsáveis dos diversos projetos e valências da Cáritas Diocesana da Guarda e das Cáritas Paroquiais, na identificação e resolução de casos, bem como, no encaminhamento e acompanhamento de casos para o Fundo Social Solidário.

 

CASOS COM PROBLEMÁTICA SOCIAL – ATENDIMENTO DE UTENTES

Áreas de Intervenção

Jan.

Fev.

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Set.

Out.

Nov.

Dez.

Nº de famílias atendidas

109

87

88

57

113

117

75

92

84

82

103

110

N.º de pessoas abrangidas

282

181

267

116

216

327

153

176

170

160

211

194

Nº de famílias atendidas pela primeira vez

27

17

13

6

10

12

6

1

7

4

2

1

4.VALÊNCIAS

4.1. SERVIÇO DE APOIO DOMICILIÁRIO A IDOSOS

O Serviço de Apoio Domiciliário realizado pela Cáritas Diocesana da Guarda tem prestado serviços numa zona do interior do país com bastante desertificação e envelhecimento populacional. Com quinze anos de existência, o Serviço de Apoio Domiciliário realizado pela Cáritas Diocesana da Guarda têm contemplado aldeias da zona do Jarmelo, nomeadamente: Montes, Devesa, Imã, Valdeiras, Ribeira dos Carinhos, Granja, Almeidinha e Gagos.

O Serviço de Apoio Domiciliário continuou, deste modo, ao longo do ano de 2015 a estar próximo das situações de pessoas com dependência, vulnerabilidade ou em situação de isolamento social nestas localidades. A média de idade dos utentes que frequentaram o Serviço de Apoio Domiciliário da Caritas Diocesana da Guarda rondou os 84 anos de idade.

Esta valência esteve aberta durante todos os dias úteis da semana e ao sábado, num horário entre as 8h30 às 18 horas, tendo uma prestação diária em casa de cada utente de pelo menos uma hora para a realização de serviços acordados e verificação da situação do utente e do seu bem-estar.

Apesar deste Serviço de Apoio Domiciliário estar em funcionamento há quinze anos e de ter acordo de Cooperação com o Centro Distrital de Segurança Social da Guarda, desde então, em meados de 2011 procedeu-se a mudança para outras instalações, tendo sido realizadas adaptações e remodelações que levaram no ano de 2015 à obtenção do alvará de autorização de utilização emitido pela Câmara Municipal da Guarda, ao parecer favorável da Autoridade Nacional de Proteção Civil e à definição da capacidade do Serviço de Apoio Domiciliário emitida pelo Instituto da Segurança Social - Centro Distrital da Guarda, para trinta utentes.

 

4.1.1.PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

Seguindo a sequência dos anos anteriores, o Serviço de Apoio Domiciliário manteve a supervisão da direção da Cáritas Diocesana da Guarda, tendo a orientação de uma Técnica Superior de Serviço Social também, Diretora Técnica da referida valência, uma Técnica Oficial de Contas, três Ajudantes de Ação Direta a tempo inteiro e uma Ajudante de Ação Direta a tempo parcial.

As Ajudantes de Ação Direta do Serviço de Apoio Domiciliário da Cáritas Diocesana da Guarda prestaram sobretudo os seguintes serviços:

  • Higiene Habitacional (limpeza geral da habitação, limpeza dos acessos da habitação de forma a evitar quedas por parte do utente, limpeza diária da casa de banho; lavagem das janelas; limpeza dos tetos e paredes; arrumação dos armários e guarda-fatos; lavagem de louça e manutenção da higiene geral da cozinha; bem como a remoção do lixo);
    • Higiene Pessoal (prestação de cuidados individuais de higiene e conforto);
    • Tratamento de roupas (limpeza e organização da roupa pessoal e geral existente, mudança de roupa pessoal e geral, pequenas reparações/arranjos na roupa danificada);
      • Ajuda na preparação da alimentação e/ou apoio na alimentação.

Realizam, ainda, acompanhamento de saídas dos(as) utentes nas atividades, nas deslocações, bem como, na aquisição de bens ou ida aos serviços.

 

4.1. 2. ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS

Organizaram-se atividades de caráter lúdico/cultural para familiares e utentes do Serviço de Apoio Domiciliário promovendo-se a possibilidade de atividades intergeracionais, interculturais e o intercâmbio entre instituições.

No dia 6 de janeiro de 2015 realizou-se no Teatro Municipal da Guarda o espetáculo “Aqui estou à vossa espera” com o tradicional cantar das janeiras pelas coletividades do concelho. Alguns utentes da Caritas Diocesana da Guarda, bem como os utentes do Serviço de Apoio Domiciliário assistiram ao evento.

Durante o ano de 2015 saudaram-se os/as utentes no seu aniversário, promovendo no dia do aniversário do/a utente um momento de maior convívio entre estes, as ajudantes de ação direta e/ou restantes membros da instituição.

No dia 10 de Junho de 2015, foi promovida em conjunto com o Centro Local de Apoio à Integração do Imigrante da Guarda um passeio ao Douro, que incluiu uma paragem para visitar Santuário de Nª Sra. dos Remédios em Lamego, uma visita a Vila Nova de Foz Coa, à estação de Pinhão com os seus painéis de azulejos que retratam as paisagens do Douro e das vindimas e à Régua. Apesar, de para o almoço ter sido confecionado pelos nossos serviços um prato tradicional de comida portuguesa houve uma amostra de sabores interculturais, tendo sido um dia de convívio, partilha e de contato com pessoas de outras nacionalidades.

Os (as) utentes participaram ainda no dia 1 de outubro de 2015 na viagem a Braga, organizada pela Câmara Municipal da Guarda, no âmbito do “Dia Internacional das Pessoas Idosas” tendo como principal finalidade o encontro de pessoas idosas de diferentes instituições, promovendo um dia de lazer e de intercâmbio entre instituições.

Foram realizadas atividades intergeracionais, nomeadamente no “Dia dos Avós”, com algumas crianças e mães do Centro de Apoio à Vida – NAS©ER que visitaram os utentes de SAD nas suas casas. Alguns dos utentes mostraram disponibilidade de mostrar às crianças alguns animais que ainda têm, bem como, as pequenas hortas de cultivo que ainda possuem.

Organizou-se o Convívio de Natal com partilha de lanche entre as valências da Cáritas Diocesana da Guarda. Aproveitou-se o novo espaço das instalações do Serviço de Apoio Domiciliário para reunir todos os que participaram no Convívio de Natal. Acabou por ser uma festa que acolheu as outras valências e projetos da Cáritas Diocesana da Guarda, num ambiente de inclusão onde estavam presentes, crianças, idosas e pessoas de outras nacionalidades. Todos os que não puderam participar nos eventos promovidos nesta quadra natalícia tiveram a “visita amiga” no domicilio do/a utente, foi entregue um postal de Natal e um momento de partilha, convívio e de combate ao isolamento tantas vezes sentido.

Efetuaram-se atividades de Formação/Enriquecimento Profissional, através da participação da equipa de acompanhamento do serviço de apoio Domiciliário nas “I Jornadas Sociais – Guarda”que decorreram no dia 19 de março de 2015 onde foi abordado o tema “Seniores”.

Houve divulgação desta valência através de distribuição de folhetos referentes ao Serviço de Apoio Domiciliário no “Dia da Igreja Diocesana” (no dia 31 de maio) e na Feira Social “Aconchego de Natal” que decorreu nos dias 12 e 13 de dezembro de 2015.

4.2. CENTRO DE APOIO À VIDA (CAV) “NAS©ER”

Ao longo do ano de 2015, a equipa técnica do Centro de Apoio à Vida “NAS©ER” dinamizou um conjunto de atividades delineadas em coordenação com a entidade promotora do projeto, a Cáritas Diocesana da Guarda, e que contaram com o apoio de outras entidades parceiras, pessoas e particulares que voluntariamente têm apoiado a ação da instituição junto dos seus utentes, mães grávidas e puérperas e seus filhos, que constituem o seu âmbito de intervenção.

As atividades desenvolvidas enquadram-se nos objetivos do Centro de Apoio à Vida, nomeadamente aqueles que visam proporcionar apoio às/aos suas/seus beneficiárias/os no sentido da promoção de uma maternidade/parentalidade responsável que contribua para o bem-estar dos/das bebés e crianças acompanhados/as, estimulando um crescimento salutar ao longo das diferentes fases da infância e do ciclo de vida.

Por outro lado, tal como tem sido estabelecido ao longo do tempo, as ações dinamizadas durante o ano de 2015 visaram a promoção das competências de cada uma das mães acompanhadas de modo a que estas pudessem construir um projeto de vida de plena autonomização e de inserção na sociedade.

4.2.1. QUADRO-SÍNTESE DAS ATIVIDADES PROGRAMADAS PARA AO ANO DE 2015

Domínios de Ação

2015

Atividade Desenvolvida

  1. 1. Ações de Intervenção e Desenvolvimento de Competências

a)      Plano de Intervenção Individual

b)     Atendimento Social

c)      Atendimento Psicológico

d)     Mediação Familiar

e)      Apoio Jurídico

f)      “Formação Parental”

g)     Ações de Formação em Saúde

h)     Atelier de Cozinha

  1. 2. Ações de Organização Institucional

a)      Reuniões do CAV “NAS©ER”

b)     “NAS©ER” em Rede – Reforço da Rede de Parcerias

  1. 3. Ações Lúdico-Recreativas, Culturais e Sociais

a)      “À Descoberta” – Um Olhar sobre a Cultura

b)     “Ritualizando” – Celebração de Datas Especiais

c)      Partilhando o CAV “NAS©ER” – Encontro Anual de Beneficiárias/os

 

4.2.2. BREVE ANÁLISE DA CONCRETIZAÇÃO DAS ATIVIDADES PROGRAMADAS PARA O ANO DE 2015

De acordo com o Plano Anual de Atividades definido pela entidade promotora da valência para o ano de 2015, a equipa técnica do CAV “NAS©ER” propôs-se a alcançar as seguintes metas através das atividades programadas e desenvolvidas ao longo do ano:

  1. 1. Dar continuidade à operacionalização na valência do Sistema de Gestão da

Qualidade e do sistema HACCP de análise e de controlo de pontos críticos do processo

alimentar iniciado em anos anteriores de modo a contribuir para a melhoria contínua dos

serviços prestados aos/às seus/suas destinatários/as;

  1. 2. Dinamizar um conjunto de atividades promotoras do desenvolvimento de

competências pessoais, maternas, interpessoais e sociais das mães acolhidas, permitindo a sua autonomização, indo de encontro aos objetivos definidos no Plano de Intervenção Individual de cada beneficiária acolhida e aos objetivos gerais do CAV;

  1. 3. Impulsionar a rede de parcerias do CAV através da organização de novas ações

conjuntas que possibilitassem o alcance dos objetivos de desenvolvimento do Centro de Apoio à Vida, mantendo também ações que têm vindo a ser desenvolvidas e que têm vindo a ser enquadradas no Plano Anual de Atividades da valência, designadamente ações no âmbito do desenvolvimento de competências maternas e parentais e do desenvolvimento de competências de gestão doméstica e financeira. Dentro da rede de parcerias estabelecida com as entidades locais, o CAV procuraria delinear estratégias inovadoras promotoras da inserção social e laboral das suas mães, permitindo que a dignidade e os projetos de autonomia das e mulheres que acompanha bem como das suas crianças fossem salvaguardados;

  1. 4. Dar continuidade ao desenvolvimento junto das entidades locais e das empresas

imobiliárias de protocolos formais e/ou informais que facilitem a integração habitacional das famílias acompanhadas pelo CAV atendendo à vulnerabilidade económico-financeira que as carateriza.

De entre as atividades desenvolvidas pelo Centro de Apoio à Vida no ano de 2015 destacam-se as seguintes:

- Nas Ações de Intervenção e Desenvolvimento de Competências, O CAV “NAS©ER” organizou em parceria com o Projeto “Tu Decides +” do Programa Escolhas do Núcleo Desportivo e Social a ação “Formação Parental”. Esta ação, que teve como fundamento o empowerment das competências de parentalidade das mães acolhidas e acompanhadas pelo Centro de Apoio à Vida, concretizou-se em dois momentos diferentes ao longo do ano de 2015 com dois grupos diferentes de utentes, atendendo também à data de admissão das mesmas na resposta social. A “Formação Parental” desenvolvida com um primeiro grupo nos meses de janeiro a julho de 2015 centrou-se na adaptação do Programa “Em Busca do Tesouro das Famílias”, que pretende criar oportunidades de melhoria na relação parental e na interação social e familiar, e concretizou-se ao longo de 20 sessões que abordaram as seguintes temáticas:

  • Ø A alimentação e saúde familiar;
  • Ø As rotinas da família;
  • Ø A autoestima familiar e os elogios;
  • Ø A atenção e a proteção familiar;
  • Ø As regras;
  • Ø A disciplina positiva;
  • Ø A comunicação familiar;
  • Ø As emoções e a regulação emocional;
  • Ø A prevenção de riscos no desenvolvimento infantil e juvenil.

As sessões da ação “Formação Parental” realizadas com um segundo grupo nos meses de setembro a dezembro de 2015 integraram os seguintes assuntos:

  • Ø A vinculação mãe e filho/a e as suas principais caraterísticas;
  • Ø O desenvolvimento infantil;
  • Ø A educação comportamental – Estratégias positivas de resolução de problemas.

Ainda nestas Ações de Intervenção e Desenvolvimento de Competências destaca-se a “Formação em Saúde” concretizada. Decorrente do protocolo estabelecido entre a Cáritas Diocesana da Guarda e o Instituto Politécnico da Guarda, surgiu a possibilidade, ainda em finais do ano de 2014, da concretização de um estágio curricular no âmbito do Curso de Pós-Especialização em Enfermagem no Centro de Apoio à Vida. Este estágio, iniciado em novembro de 2014, que começou por desenvolver sessões individuais de promoção de cuidados básicos de saúde concretizadas com cada uma das mães acolhidas na resposta social, permitiu também que se planificasse um programa de promoção da saúde mental a desenvolver nos meses de janeiro e fevereiro de 2015.

Atendendo à avaliação feita das necessidades de formação para o ano de 2015, a operacionalização de um programa de formação que incidisse no treino de competências sociais das utentes acolhidas, contribuindo desta forma para a promoção da saúde mental do público-alvo acompanhado pelo Centro de Apoio à Vida, constituiria uma meta prioritária. Deste modo, aproveitando a oportunidade surgida pela implementação do estágio do Curso de Pós-Especialização em Enfermagem no Centro de Apoio à Vida, realizaram-se nos meses de janeiro e fevereiro de 2015 10 sessões de formação em grupo, efetuadas aos sábados de manhã ou à tarde, sessões estas que trabalharam com as diversas utentes acolhidas competências sociais como a comunicação interpessoal, a gestão de conflitos, a regulação emocional e a assertividade. As sessões de formação centraram-se sobretudo na operacionalização de jogos e exercícios práticos de dinâmica de grupos, tendo tido um feedback bastante positivo por parte das utentes participantes nas atividades, com ressonâncias positivas nas relações interpessoais estabelecidas na resposta social.

Para além deste programa de 10 sessões de promoção da saúde mental, a estagiária do Curso de Pós-Especialização em Enfermagem continuou a desenvolver ao longo da semana sessões individuais de promoção de cuidados básicos de saúde, com especial destaque para temas da saúde materna e da saúde infantil. Na saúde materna abordaram-se assuntos como a amamentação, a higiene materna e a saúde oral ou o planeamento familiar. Na saúde infantil destacaram-se temas como os cuidados básicos da criança (higiene, banho, vestuário), a alimentação no primeiro ano de vida, a prevenção de acidentes nas diversas fases do desenvolvimento infantil e o treino de competências em primeiros socorros infantis, o Plano Nacional de Vacinação e as principais doenças que caraterizam a primeira infância.

 

- Nas Ações Lúdico-Recreativas, Culturais e Sociais e no âmbito da atividade “À Descoberta” – Um Olhar sobre a Cultura, no ano de 2015, o Centro de Apoio à Vida “NAS©ER” participou com as suas mães e crianças nalgumas atividades de caráter cultural, lúdico ou recreativo dinamizadas na cidade da Guarda, despertando na sua população de destino um conjunto de experiências novas e um maior envolvimento social e comunitário.

Deste modo, no dia 6 de janeiro de 2015, a convite da Câmara Municipal da Guarda e no âmbito do encerramento do programa “Guarda – A Cidade Natal 2014”, as jovens mães acolhidas pelo “NAS©ER”, acompanhadas da equipa técnica, assistiram ao espetáculo “Aqui estou à Vossa Porta – O Cantar das Janeiras”, no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda.

A 16 de maio de 2015, o Centro de Apoio à Vida participou com a sua população-alvo nas atividades do “Dia da Família” realizadas no Parque Urbano do Rio Diz e organizadas por um conjunto de entidades e instituições particulares de solidariedade social locais. Neste evento foi possível à população-alvo do “NAS©ER” assistir a demonstrações de dança, visitar a “1.ª EXPO Amiga da Criança”, participar na “Hora do Conto” e em muitas outras atividades destinadas às crianças (insufláveis, pinturas faciais, jogos tradicionais, entre outros).

No dia 18 de julho de 2015, as mães e crianças mais velhas da instituição participaram na atividade “Em família… na Biblioteca”, atividade desenvolvida pela Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço que consiste na leitura de contos às crianças pelos familiares que as acompanham. Esta tem sido uma atividade dinamizada pela Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço à qual o Centro de Apoio à Vida tem estado atento, visto que a participação na mesma fomenta aspetos que vão ao encontro dos objetivos de ação da resposta social, de modo particular o reforço dos laços familiares através da realização de atividades conjuntas entre mães e filhos/as.

Para além destas atividades, nos meses de julho e agosto de 2015, mais concretamente nas férias escolares e da creche das crianças, o Centro de Apoio à Vida “NAS©ER” dinamizou diversas atividades ao ar livre e de caráter lúdico com as suas mães e crianças, atividades estas desenvolvidas na Praia Fluvial da Aldeia Viçosa. Durante este período de férias escolares, o Centro de Apoio à Vida contou com o apoio de uma voluntária, uma estudante do 3.º ano do Curso de Licenciatura em Psicologia da Universidade da Beira Interior, na implementação de atividades lúdicas e de jogos interativos com as crianças.

Ao longo do ano foram sendo realizadas muitas outras atividades com as mães e crianças do “NAS©ER”, entre as quais se contam as idas ao cinema em família para a visualização de filmes de animação, tendo também surgido a oportunidade de levar as mães e crianças a assistirem a um espetáculo de circo. Mais recentemente, na época natalícia, as mães e crianças do Centro de Apoio à Vida foram participando nas atividades do programa “Guarda – A Cidade Natal 2015”.

Ao longo do ano de 2015, para além das atividades programadas no Plano Anual de Atividades 2015, o Centro de Apoio à Vida “NAS©ER” participou e desenvolveu com as mães e crianças acompanhadas outras atividades e ações merecedoras de registo que decorreram também do reforço da rede de parcerias que a instituição estabeleceu como meta para o ano em questão.

Nos meses de abril, maio e junho, a equipa técnica com o apoio da estagiária do Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde da Universidade da Beira Interior concretizou um conjunto de workshops de caráter pedagógico e de desenvolvimento de competências, workshops estes não definidos em Plano Anual de Atividades, mas cuja concretização se considerou relevante no âmbito dos objetivos de intervenção preconizados pelo Centro de Apoio à Vida. De entre estes workshops, destacam-se o workshop de “Maus Tratos Infantis” realizado a 2 de maio de 2015, bem como o workshop de “Gestão do Dinheiro”, concretizado a 23 de maio de 2015, no qual se abordaram assuntos fundamentais como a gestão do orçamento familiar, que no processo pós-saída da instituição assume uma relevância essencial para que os projetos de autonomização sejam pautados por alguma estabilidade.

O desfile solidário organizado pela Escola Secundária Afonso de Albuquerque intitulado “Vestir os Valores 2015” é também uma atividade que deve ser destacada. Este desfile, realizado no dia 26 de novembro de 2015, contou com a participação de duas mães e três crianças do Centro de Apoio à Vida que apresentaram, na passagem de modelos, algumas roupas de lojas conceituadas da cidade da Guarda e contou também com a participação na produção do desfile, enquanto maquilhadora, de uma utente do CAV “NAS©ER”, formanda do Curso de Técnico de Estética e Cosmética do Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda. O desfile “Vestir os Valores 2015” teve como fundamento promover o comércio da cidade e angariar fundos para apoiar um conjunto de instituições locais cuja intervenção se centra no apoio a crianças e famílias desfavorecidas. Desta forma, o Centro de Apoio à Vida “NAS©ER” da Cáritas Diocesana da Guarda foi uma das instituições contempladas para ser apoiada com uma parte dos fundos angariados por este desfile.

Uma outra atividade à qual se deve dar um cunho especial refere-se à participação do CAV “NAS©ER” com as suas mães e crianças no Jantar Natalício organizado pelo benfeitor Jean Pina realizado no dia 14 de dezembro e destinado a um conjunto de entidades e instituições particulares de solidariedade social locais. Jean Pina carateriza-se por ser uma personalidade solidária e altruísta e tem pautado a sua vida e a sua ação pelo apoio prestado à intervenção de diversas instituições do concelho e distrito da Guarda.

O Centro de Apoio à Vida desenvolveu, ainda, atividades não tão direcionadas para as mães e crianças acolhidas, mas mais direcionadas à melhoria dos serviços prestados pela resposta social. Entre estas atividades inscrevem-se as reuniões trimestrais realizadas com a engenheira alimentar que supervisiona o processo de Segurança Alimentar e de HACCP no Centro de Apoio à Vida e que com regularidade faz a reciclagem dos procedimentos corretos a ter em conta por parte de toda a equipa da instituição. Por outro lado, no ano de 2015, a equipa técnica e a equipa de acompanhamento participaram nas “I Jornadas Sociais da Guarda” que decorreram no Auditório do Paço da Cultura nos dias 19 e 20 de março de 2015. A equipa técnica e a equipa de acompanhamento estiveram presentes no debate dos temas “Infância e Juventude” e “Famílias”, tendo tido a oportunidade de fazer um refreshing dos seus conhecimentos e das estratégias de coping utilizadas na sua intervenção com a população-alvo do CAV “NAS©ER”.

Também no ano de 2015, o Reverendíssimo Senhor Bispo da Guarda, D. Manuel da Rocha Felício, revelando sempre uma grande sensibilidade à ação do Centro de Apoio “NAS©ER”, visitou por duas vezes a resposta social, as suas mães e crianças acolhidas. Deste modo, no dia 11 de abril de 2015 foi organizado um almoço convívio no CAV “NAS©ER” com o Reverendíssimo Senhor Bispo da Guarda e no dia 22 de dezembro realizou-se um pequeno lanche de Natal que também contou com a presença de D. Manuel da Rocha Felício. Estas visitas do Reverendíssimo Senhor Bispo da Guarda foram acolhidas com grande alegria por parte das utentes e crianças do “NAS©ER”, que tiveram a oportunidade de conversar e de partilhar com tão ilustre personalidade as suas vivências pessoais e os seus projetos para o futuro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4.2.3. FREQUÊNCIA MENSAL DO CAV – ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

Ano de 2015 - Meses

Frequência Mensal de Utentes

Total de Mães

Total de Crianças

Janeiro

14

7

7

Fevereiro

15

7

8

Março

16

7

9

Abril

16

7

9

Maio

17

8

9

Junho

18

8

10

Julho

18

8

10

Agosto

14

6

8

Setembro

14

6

8

Outubro

11

5

6

Novembro

11

5

6

Dezembro

10

5

5

 

No ano de 2015, o Centro de Apoio à Vida “NAS©ER” teve uma média mensal de frequência de 14 utentes entre mães e crianças, utentes estes provenientes na sua grande maioria do distrito e da Diocese da Guarda, sendo que as situações circunscritas nesta região são vistas como prioritárias pela instituição, pois inscrevem-se na zona de ação à qual o Centro de Apoio à Vida deverá, na sua essência, dar resposta. No entanto, constituindo esta instituição um equipamento do Instituto de Segurança Social, o seu campo de ação poderá alargar-se ao acolhimento de situações encaminhadas por entidades de diversos pontos do país, atendendo às necessidades idiossincráticas de cada situação ou à emergência da resposta a dar às mesmas. Neste sentido, ao longo do ano de 2015, o Centro de Apoio à Vida acolheu situações provenientes de outras zonas do país, nomeadamente do distrito do Porto, do distrito de Santarém, do distrito de Castelo Branco ou do distrito de Coimbra. Uma das situações sinalizadas no distrito da Guarda, e mais propriamente na cidade da Guarda, constitui uma situação de uma mãe imigrante, não sendo esta uma situação extraordinária no Centro de Apoio à Vida que, ao longo dos anos e do acompanhamento efetuado em acolhimento a mais de 70 mães, se deparou com diversas situações de mulheres imigrantes com bebés e crianças pequenas em situação de vulnerabilidade às quais teve de prestar apoio.

Neste ano de 2015, o Centro de Apoio à Vida trabalhou 6 situações de autonomização da instituição, sendo que em 2 situações, atendendo à avaliação efetuada das competências maternas ao longo do processo de acompanhamento realizado, a equipa técnica teve que equacionar em conjunto com estas duas jovens mães um projeto alternativo para as suas crianças, projeto esse que salvaguardasse o seu bem-estar. Este projeto de vida alternativo para estas crianças foi também pensado em colaboração com as entidades reguladoras dos processos de acolhimento em instituição, nomeadamente o Tribunal de Família e Menores e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens. Uma das crianças, após resolução no âmbito do Processo de Promoção e de Proteção, bem como do Processo de Regulação das Responsabilidades Parentais que decorria, permaneceu aos cuidados do pai e dos avós paternos no distrito do Porto, visto que estes revelaram outras competências de cuidado em relação à criança e outras condições de salvaguarda das suas necessidades básicas e das suas necessidades de proteção. Uma outra criança acabou por ser encaminhada para um projeto de adoção, atendendo à inexistência de qualquer suporte familiar e à impossibilidade de se concretizar um Apadrinhamento Civil, tendo esta constituído uma primeira opção pensada em conjunto com a mãe da criança enquanto projeto de vida para a mesma.

De facto, nem sempre a intervenção no Centro de Apoio à Vida é uma intervenção fácil pois, independentemente dos objetivos que preconiza na sua intervenção, nem sempre se torna possível que todas as crianças acolhidas permaneçam junto das suas mães no projeto de vida equacionado, visto que, por vezes, todo o apoio prestado é manifestamente insuficiente nos casos que apresentam maiores fragilidades a todos os níveis, tendo então que se assumir uma posição de responsabilidade e fazer opções que valorizem sobretudo a salvaguarda de um projeto de vida saudável para as crianças acolhidas. Esta valorização sobretudo do bem-estar das crianças ocorre particularmente em situações de défice cognitivo acentuado da mãe, em situações de doença mental da mãe ou em situações em que o comportamento da mãe coloca manifestamente em perigo o bem-estar da criança. Contudo, o Centro de Apoio à Vida, nas situações em que é sua obrigação pensar num projeto alternativo para as crianças, salvaguarda sempre a situação das mães aquando da sua saída da instituição, procurando integrá-las da melhor forma na sociedade. O Centro de Apoio à Vida apoia sempre estas mães no sentido de as enquadrar numa resposta habitacional e numa resposta formativa ou laboral que lhes permita viver com alguma dignidade e vai estando atento às necessidades que vão surgindo na vida destas jovens de forma a orientá-las o melhor possível.

No que diz respeito aos outros 4 casos de saída para autonomia de vida poder-se-á dizer que estes casos, que continuam a ser acompanhados pela resposta social com alguma regularidade em processo de acompanhamento designado de seguimento pós-saída da instituição, têm apresentado alguns fatores de sucesso. Estas 4 jovens mães saíram da instituição em conjunto com as suas crianças integradas em respostas habitacionais económicas e em respostas laborais e formativas que lhes têm permitido ter alguma estabilidade económico-financeira. Destes 4 casos foi possível a 2 mães regressarem com as suas crianças às zonas donde são naturais, nomeadamente a Castelo Branco e ao Entroncamento, contando com o suporte das suas famílias, que constitui um fator essencial para o sucesso que se obtém nestes casos. Este suporte familiar deveu-se em grande parte ao trabalho desenvolvido pela equipa técnica do Centro de Apoio à Vida e à Mediação Familiar realizada.

Relativamente aos outros 2 casos, estes permaneceram na cidade da Guarda e, apesar de se encontrarem mais isolados em termos de rede de suporte, têm conseguido manter-se com algum equilíbrio, ultrapassando os obstáculos que vão surgindo no dia-a-dia das suas vidas. Obstáculos estes bastante complexos, visto que a conjuntura económica e social de que tanto se ouve falar se torna absolutamente mais difícil para as famílias monoparentais com baixos recursos económicos. Como se costuma dizer no Centro de Apoio à Vida, os casos de sucesso são reveladores de todo um acompanhamento positivo efetuado pela instituição em colaboração com a rede de parcerias descrita mais à frente neste relatório e que em muito contribui para a concretização prática dos projetos de autonomia de vida, mas são particularmente reveladores da força, da persistência e da luta diária destas mães.

Neste momento, o Centro de Apoio à Vida “NAS©ER” acolhe 5 mães, estando uma delas grávida, e 5 crianças, as quais acompanha tendo em conta os Planos de Intervenção Individuais e os objetivos neles definidos no sentido da construção conjunta de novos projetos de vida que visem a autonomização destas famílias monoparentais e a sua plena inserção na sociedade.

  1. 5. PROJETOS FINANCIADOS

5.1. INTERCULTURALIDADE – PROJETO Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

A coordenação e o desenvolvimento do Projeto de Interculturalidade couberam à Mediadora Cultural do CLAII e à Técnica Superior de Serviço Social do Projeto Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .

Divulgou-se, acolheu-se e promoveu-se a integração de forma equitativa, justa, responsável e uma convivência sã entre autóctones e imigrantes, no respeito pela diferença e a integração de outras culturas na nossa sem, no entanto, comprometer a identidade e a essência das culturas de origem.

As atividade interculturais desenvolvidas no ano 2015, foram as seguintes:

5. 1. 1. CENTRO LOCAL DE APOIO À INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES (CLAII)

O CLAII - é um Gabinete da Cáritas Diocesana da Guarda, de atendimento, acompanhamento e orientação aos Migrantes e Refugiados. É parceiro do ACM – Alto Comissariado para as Migrações, está ligado em rede a outros gabinetes do género e ao CNAI- Centro Nacional de Apoio ao Imigrante. Está afeta ao CLAII uma Mediadora Cultural que presta apoio na legalização, na aquisição de nacionalidade, no reagrupamento familiar, no trabalho, no acesso à educação, saúde, habitação, no retorno voluntário ao país de origem, na migração para a Europa, encaminhamento para o atendimento social, entre outros. No ano de 2015 efetuou 435 atendimentos.

Ajuda a responder às questões e problemas que se lhe colocam. Tem capacidade de interagir com as estruturas locais procedendo à articulação e encaminhamento desta população, para as entidades oficiais.

Por forma a facilitar a sua integração na sociedade de acolhimento, desenvolve vastas atividades interculturais e celebração de efemérides, executa mostras gastronómicas, mostra de usos e tradições dos vários países, celebrou a Semana da Diversidade Cultural e Dia de Africa (III semana Maio de 2015), Dia Nacional do Cigano (24 de Junho de 2015), Com a celebração deste dia pretendeu-se promover a inclusão desta minoria e ajudar a minimizar a sua discriminação. Realizou tertúlias, world café, ações de sensibilização, participação na vida local, workshops, saraus, com a temática da imigração, entre outros. Apoiou à execução das atividades realizadas pelo Projeto (A) Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .

Em parceria com o CDSS – Centro Distrital da Segurança Social da Guarda, acolheu, integrou e acompanhou com sistematicidade e proximidade, os 14 refugiados enviados pelo CPR – Conselho Português dos Refugiados, para a cidade da Guarda.

Antes da chegada à nossa cidade é necessário conseguir e equipar as habitações com tipologia inerente a cada agregado familiar.

Foram integrados no atelier de aprendizagem da língua portuguesa, a funcionar desde o ano de 2008 na sede da Cáritas Diocesana da Guarda, integrados no PPT-Português Para Todos do IEFP. Foram integrados numa cantina social.

As crianças refugiadas foram integradas na escola e jardim-de-infância.

Todos os refugiados foram integrados no sistema nacional de saúde e acompanhados nos vários internamentos hospitalares.

Foram também apoiados na diversa e necessária documentação.

O CLAII é membro participante nas reuniões de consórcio do NDS no projeto Tu Decides+, como parceiro.

5.1.2. GABINETE DE APOIO SOCIAL

O gabinete de serviço social, esteve disponível para o público imigrante diariamente, embora o projeto previsse apenas um dia por semana. Através de um atendimento social, realizado pela técnica afeta ao projeto, são sinalizados casos sociais e apoiados mediante a necessidade do indivíduo/família. Apoiaram-se alguns imigrantes com bens alimentares, que garantiram a satisfação das suas necessidades básicas, no pagamento de despesas fixas mensais, manuais e material escolar, saúde e propinas, entre outros.

5.1.3. START UP EMPREGO

Criou-se um mural de emprego, com atualização diária, com as ofertas de emprego e formação, que foram colocadas no mural na sede da Cáritas Diocesana da Guarda. Dois imigrantes npt (nacionais de Países terceiros)  iniciaram formações modulares cofinanciadas e quatro integraram trabalhos, com contratos.

Culminou, no dia 29 de junho, com uma sessão de “coaching para a empregabilidade” onde a dinamizadora Sandra Pereira Ladeira, por forma a incentivar, motivar e despertar o potencial de cada um e conseguir a sua realização profissional.

 

5.1.4. EDUC@RTE

Por forma a educar as crianças e os jovens para a aceitação do “outro”, convidaram-se várias escolas da Guarda, a participarem na execução de atividades interculturais.

O Agrupamento de Escolas da Sé, Jardim-de-infância da Santa Casa de Misericórdia, Centro Social São José, Casa da Sagrada Família e Santa Luzia, executaram vários trabalhos de expressão plástica que posteriormente foram expostos no Centro comercial “La Vie” para que os interessados, os passantes e demais público pudessem apreciar a riqueza da diversidade.

5.1.5. DIVULG@ARTE

No período supra citado, houve divulgação de todas as actividades através das redes sociais, nomeadamente facebook e via email através dos cartazes elaborados para divulgação das atividades. Elaborou-se uma brochura com a compilação de todas as atividades executadas, um “almanaque de bolso” contendo diversas informações úteis, que foram distribuídos por todos os interessados.

 

5.1.6. CONHECER PORTUGAL

Nos atendimentos e atividades interculturais os Imigrantes sempre manifestaram muito apreço pelo conhecimento do nosso país, deste modo, integrou-se projeto um passeio Intercultural e intergeracional, que visou, dar a conhecer lugares emblemáticos de Portugal.

No dia 10 de junho de 2015 realizou-se o passeio ao Alto Douro Vinhateiro; Vila Nova de Foz Côa, Pinhão, Régua e Lamego.

Nesta viagem o objetivo foi promover o encontro entre culturas, diálogo inter-religioso e troca de saberes, sabores gastronómicos, modos de estar, criou laços entre os migrantes e autóctones, que se mantêm.

5.1.7. ÀS D’@PRENDER PORTUGUÊS

Através do projeto Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar os imigrantes são incentivados a aprender a língua do país de acolhimento. Com as aulas de aprendizagem do português visou-se um apoio na integração social, escolar e profissional dos imigrantes tendo como objetivo facilitar o acesso à comunidade e aos serviços municipais.

Após o términus do Projeto “ Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ” a 30 de Junho de 2015, demos continuidade a algumas atividades, nomeadamente o CLAII, o GAS e as abaixo citadas:

FAMÍLIA DO LADO

Esta iniciativa realizou-se pelo 4º ano consecutivo, em novembro de 2015, em que famílias portuguesas acolhem em sua casa uma família estrangeira e vice-versa.

Realizou-se um almoço no mesmo dia à mesma hora, em vários países da Europa e pela primeira vez em Cabo Verde.

O CLAII executou esta atividade, com 5 pares de famílias, que além de partilharem a refeição partilham vivências, culturas, ideias, usos e costumes e tradições. Estabelecem-se relações interculturais e de amizade.

 

VIVACIDADE

A convite da Câmara Municipal da Guarda, a Cáritas Diocesana da Guarda executou várias atividades de índole intercultural nos dias, 15, 16 e 17 de Julho de 2015.

Com a participação das várias comunidades residentes no Município, executaram-se mostras gastronómicas, onde todos puderam degustar sabores dos vários países do mundo.

A comunidade estudante, africana (Cabo Verde e São Tomé e Príncipe) apresentaram danças típicas dos seus países. A Comunidade Hindu de Lisboa esteve presente um grupo de danças “Kantek”. O público apreciou muito pela diversidade e de alguma forma pelo desconhecimento desta cultura não habitual no Município.

ACONCHEGO DE NATAL

A convite da Câmara Municipal da Guarda, a Cáritas Diocesana da Guarda, participou na atividade “Aconchego de Natal” com o embelezamento de árvores do Jardim Frei Pedro.

Participou na Feira Social, que decorreu no futuro Museu de Arte Sacra, com iguaria executadas pelas utentes e ajudantes de ação direta no Nas©er, folhetos informativos das valências e respostas dadas pela Cáritas Diocesana da Guarda.

 

DIVULG@ARTE

Após conclusão do Projeto “ Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ” houve divulgação das atividades realizadas através das redes sociais, nomeadamente Facebook e pessoalmente nas reuniões mensais com os parceiros sociais.

ÀS D’@PRENDER PORTUGUÊS

Aquando do término do projeto, deu-se continuidade às aulas, com bastante aderência por parte do público imigrante. As sessões decorrem duas vezes por semana em horário laboral das 10H às12H.

 

 

5.2. OUTROS PROJETOS

5.2.1. PROJECTO + PRÓXIMO

O “Projecto + Próximo” é um projeto da Cáritas Nacional que dá resposta à Conferência Episcopal, pretendendo desenvolver uma ação social de proximidade.

O projeto com a sua vertente formativa do “+ Próximo”, possibilitou a realização de seis ações de formação do módulo “Ação Social na Paróquia” no Arciprestado da Guarda, na Paróquia do Porto da Carne, pertencente ao Senhor Padre José Dionísio e da qual resultou a formação de um “Grupo Paroquial Cáritas de Ação Social”.

Realizámos formação com a duração de 1 dia para o “Grupo Cáritas da Covilhã”.

Promoveram-se reuniões com os Senhores Padres dos Arciprestados de Almeida, Gouveia e Seia, com a presença dos Senhores Párocos dando-lhe conhecimento do “Projeto” e motivando-os para a “Ação Social na Paróquia” de uma forma organizada.

 

5.2.2. PROJETO “DAR E RECEBER”

O Projeto “Dar e Receber” iniciou-se em Janeiro de 2015, mas por motivos que se prendem com a nomeação do respetivo coordenador, começou em Fevereiro com o coordenador João Gonçalves.

O projeto “Dar e Receber” permitiu-nos ter informações mais alargadas sobre a organização da Caridade nalguns dos Arciprestados da nossa Diocese e entrar na plataforma da “Entreajuda” para a partilha de bens não alimentares.

 

5.2.3. PROJECTO “ PRIORIDADE ÀS CRIANÇAS”

O Projeto “Prioridade às Crianças” é um projeto da Caritas Nacional, que dá resposta à Conferência Episcopal, e tem com finalidade promover a proteção das crianças e jovens em perigo.

No decorrer do ano 2015 foram apoiadas 7 situações.

6. PROGRAMAS DE APOIO ALIMENTAR

6.1. FUNDO EUROPEU DE AUXÍLIO A CARENCIADOS (FEAC) 2015

À semelhança de anos anteriores deu-se continuidade à distribuição de alimentos do Fundo Europeu de Auxílio a Carenciados. Beneficiaram deste apoio 21 famílias das quais faziam parte cerca de 74 pessoas. Para o transporte, distribuição de alimentos e aspectos administrativos contou-se com a colaboração de alguns voluntários. A distribuição realizou-se em duas entregas, a famílias com agregados familiares mais numerosos.

6.2. BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME

A Cáritas Diocesana da Guarda continuou a receber alimentos do Banco Alimentar Contra a Fome da Cova da Beira, sedeado na Covilhã. Mensalmente foram apoiadas cerca de 60 famílias que recorrem à Cáritas Diocesana da Guarda para auferirem este apoio alimentar.

7. AÇÕES DE ÂMBITO NACIONAL

7.1. CONSELHOS GERAIS DA CÁRITAS PORTUGUESA

A Direção e Técnicos da Cáritas participaram nos Conselhos Gerais da Cáritas Portuguesa que se realizaram, respetivamente, nos dias 20,21 e 22 de março no Porto e nos dias 20, 21 e 22 de novembro em Fátima. Estiveram presentes os representantes das Cáritas e o Presidente da Comissão Episcopal bem como alguns convidados que apresentaram diferentes comunicações.

Foram debatidos diversos temas de interesse nacional e preparadas as ações a serem desenvolvidas pelas Cáritas Diocesanas com destaque para a semana Cáritas e o Peditório bem como a Campanha 10 Milhões de Estrelas.

7.2 SEMANA CÁRITAS E PEDITÓRIO DE RUA

A semana Cáritas e o peditório de rua decorreram, entre os dias 9 a 15 de março iniciando-se com a Adoração ao Santíssimo e a celebração da Eucaristia, na Capela de São Pedro, na Guarda. O Peditório foi organizado e posto em marcha, em toda a Diocese, com o apoio da Cáritas Paroquiais de Aldeia de Joanes, Covilhã, Gouveia, São Romão, Malcata e Seia bem como dos Párocos de diversas paróquias e dos Professores de EMRC. O resultado do Peditório foi de 6263,10 euros.

7.3. FUNDO SOCIAL SOLIDÁRIO

Criado em Agosto de 2010 pela Conferência Episcopal, através da Comissão Episcopal da Pastoral Social, para, a nível nacional, dar resposta aos problemas emergentes, procurando contribuir para a sua solução, o Fundo Social Solidário tem vindo a ser um instrumento fundamental para a ajuda que a Cáritas Diocesana tem vindo a dar aos que mais necessitam.

Em 2015, foram apoiadas 25 famílias, o maior peso dos pedidos recaiu no pagamento de rendas, crédito de casa, água, luz, gás.

 

8.OUTRAS CAMPANHAS

8.1. CAMPANHA “10 MILHÕES DE ESTRELAS - UM GESTO PELA PAZ”

Decorreu no dia 22 de novembro de 2015, em Fátima, a celebração da Eucaristia na Basílica da Santíssima Trindade, a entrega da Luz da Paz , iniciando-se a venda de velas logo após o Conselho Geral e no 24 de Dezembro procedeu-se ao acendimento das mesmas.

O valor final recolhido nesta campanha, promovida pela Cáritas Portuguesa e pelas diversas Cáritas Diocesanas do país, foi aplicado em duas causas distintas: 65% reverteram a favor das famílias e pessoas em situação de carência socioeconómica que foram ajudadas através das Cáritas Diocesanas e paróquias; e 35% reverteram para a população do Médio Oriente. Esta verba foi canalizada pela rede internacional da Cáritas.

8.2. CAMPANHA – MISSIONÁRIO DE SÃO JOÃO BAPTISTA

A Cáritas Diocesana da Guarda, envia anualmente para os MSJB verbas recolhidas destinadas a esta Missão.

 

9. CONCLUSÃO

 

O Relatório de Atividades agora apresentado traduz de uma forma clara e objetiva o que foi a atividade da Cáritas Diocesana da Guarda em 2015.

As estratégias foram definidas de acordo com os objetivos a alcançar, não perdendo de vista a Carta Magna da Caridade “Onde haja Caridade e Amor, aí habita Deus”. (Carta de S. Paulo aos Coríntios).