I Encontro Pastoral Social do Arciprestado da Sertã

Sob o tema “Misericórdia: Igreja em sociedade”, realizou-se no dia 7 de maio, na Casa da Cultura da Sertã, o I Encontro da Pastoral Social do Arciprestado da Sertã. Presentes cerca de uma centena de participantes tiveram oportunidade de escutar, reflectir e debater alguns temas inseridos no contexto do Ano Jubilar da Misericórdia.

O Pároco da Sertã, P. Daniel, saudou e deu as boas vindas aos presentes. O Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Tavares Fernandes, situou a ação da Instituição, na prática das Obras de Misericórdia e o senhor Presidente da Câmara Municipal, José Farinha Nunes, sublinhou a oportunidade do Encontro e a temática a abordar, desejando que esta contribua para transformar as comunidades e tornar cada cidadão, mais consciente, ativo e dedicado à nobre causa de auxílio aos mais carenciados. A sessão de abertura terminou com as palavras do Arcipreste P. Luís Manuel, salientando que, ao longo dos vários anos de Arcipreste, tem procurado ajudar a despertar para uma vivência da fé comprometida. Referiu que, nas paróquias que lhe estão confiadas, quanto mais se caminha juntos, mais o entusiasmo cresce pois ao caminhar juntos é mais fácil dar as mãos e entusiasmarmo-nos mutuamente. Desejou que este dia, contribua para a renovação deste compromisso e seja não uma meta mas uma partida para incentivarmos mais a nossa vivência cristã na medida em que corremos para a meta. A Misericórdia que tem de ser feita de atos concretos, sê-lo-á na medida em que formos ao encontro dos outros. Terminou felicitando a equipa da Pastoral Social do Arciprestado que tem como representante o Pe. Virgílio.

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Visita a Elvas Refugiados/Imigrantes

Hoje, em Elvas, o mundo aconteceu

 

Como é já do conhecimento de todos, Portalegre acolheu e continua acolher os Refugiados que são recolocados pelo Conselho Português para os Refugiados (CPR) nesta cidade.

Num universo tão multicultural, o Secretariado da Pastoral Social e da Mobilidade Humana, através da Cáritas Diocesana tem colaborado no Acolhimento e na Integração dessas pessoas, desenvolvendo, no âmbito do projecto “Língua, Cultura e Cidadania”, várias actividades que visam a sua promoção humana a todos os níveis.

Tem sido assim há já alguns anos e, este ano, a primeira actividade extra, contou com uma visita à cidade de Elvas.

Contudo, esta visita teve particularidades muito especiais, primeiro, por o convite nos ter sido dirigido pelo Senhor Comandante do Posto Territorial da GNR de Elvas, Capitão Claúdio Godinho, segundo, por ter o apoio da Câmara Municipal de Elvas e do Colégio Luso-Britânico das Irmãs Teresianas de Elvas, terceiro, porque o grupo contava com refugiados e com migrantes, e ainda, por nos levar, pela primeira vez, embora, dentro do distrito de Portalegre, à Arquidiocese de Évora.

Assim, queremos agradecer e realçar a disponibilidade e a generosidade do Senhor Comandante em nos receber, acompanhar e em nos ter proporcionado um dia diferente e muito agradável com a visita aos Fortes da Graça e de Santa Luzia, à Sé e à cidade de Elvas.

Agradecer, de modo especial, às Irmãs Teresianas pelo almoço que a todos deliciou e pela forma como nos acolheram no Colégio.

Agradecer igualmente, a presença do Senhor Arcipreste do Arciprestado de Portalegre, Padre Fernando Farinha que, desde o primeiro momento, tem acompanhado os refugiados desta cidade, ajudando, inclusive, no transporte com as deslocações que temos efectuado.

Mas, se é verdade que, pela primeira vez, fomos convidados a sair da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, acreditem, gostaríamos imenso que, também a nossa Diocese, a nível das várias paróquias acolhesse e permitisse um dia diferente a estas pessoas, pois, como sabem, existem ainda, muitos lugares que não visitámos e estamos disponíveis a partilhar convosco histórias de vida, algumas delas que fazem destes refugiados, uns verdadeiros heróis.

 

Acolhimento/Integração Refugiados e Migrantes

Cáritas Diocesana de Portalegre-Castelo Branco

 

Consignação: Doe gratuitamente 0,5% do seu IRS e apoie a nossa Missão

Este ano apoie a Cáritas e doe gratuitamente 0,5% do seu IRS para o combate à Pobreza e à Exclusão Social.

Para doar, basta preencher o campo 1101 do quadro 11 do modelo 3 da declaração de IRS e mencionar o NIF da Cáritas - 500 291 756, assinalando a opção "Instituições particulares de solidariedade  social ou pessoas coletivas de utilidade pública". Este donativo vai permitir-lhe apoiar a a missão da Cáritas Portuguesa sem qualquer custo.

Através da sua declaração anual de rendimentos, pode disponibilizar 0,5% do imposto já liquidado pelo Estado para ajudar a Cáritas Portuguesa na sua ação de intervenção social junto de quem mais necessita, sem pagar mais, nem receber menos.

Em 2015 a Cáritas apoiou mais de 160 mil pessoas em todo o país. Pessoas que se dirigiram às suas comunidades paroquiais, grupos sociocaritativos, e Cáritas Diocesanas e que, de diferentes formas, receberam da parte da Cáritas uma resposta de emergência, mas também um sinal de esperança.

Apoie a nossa missão!

 

«Eutanásia: o que está em causa? Contributos para um diálogo sereno e humanizador»

Nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa

«Eutanásia: o que está em causa?

Contributos para um diálogo sereno e humanizador»

1.  As questões ligadas à legalização da eutanásia e do suicídio assistido estão em discussão na Assembleia da República e na sociedade. Como contributo para esse debate, que desejamos seja em diálogo sereno e humanizador, surge esta Nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa sobre o que verdadeiramente está em causa1.

 

2. Por eutanásia, deve entender-se «uma ação ou omissão que, por sua natureza e nas intenções, provoca a morte com o objetivo de eliminar o sofrimento»2. A ela se pode equiparar o suicídio assistido, isto é, o ato pelo qual não se causa diretamente a morte de outrem, mas se presta auxílio para que essa pessoa ponha termo à sua própria vida.

Distinta da eutanásia é a decisão de renunciar à chamada obstinação terapêutica3,   ou

seja, «a certas intervenções médicas já inadequadas à situação real do doente, porque não proporcionadas aos resultados que se poderiam esperar ou ainda porque demasiado gravosas para ele e para a sua família»4. «A renúncia a meios extraordinários ou desproporcionados não equivale ao suicídio ou à eutanásia; exprime, antes, a aceitação da condição humana perante a morte»5. É, pois, bem diferente matar e aceitar a morte. Quer a eutanásia, quer a obstinação terapêutica, constituem uma ingerência humana antinatural nesse momento-limite que é a morte: a primeira antecipa esse momento, a segunda prolonga-o de forma artificialmente inútil e penosa.

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