Família indispensável num modelo social sustentável


Por ocasião do Dia Internacional da Família, a Cáritas Portuguesa subescreve a mensagem da Cáritas Europa dirigida a todos os governantes europeus. Desta mensagem desataca-se o papel central da família como garante de bem-estar da sociedade. Investir nas famílias deve, por conseguinte, ser uma prioridade fundamental de todos os governos europeus para garantir a justiça social e um sistema de proteção sustentáveis.

"A Europa encontra nova esperança quando [...] investe na família [...]. Quando torna possível aos jovens terem filhos sem o medo de ser incapazes de apoiá-los.” Palavras que o Papa Francisco dirigiu aos Chefes de Estado europeus durante a celebração do 60º aniversário do Tratado de Roma.

A Cáritas Portuguesa saúda todas as famílias portuguesas. Felicita as que têm plena consciência do seu papel central na sociedade, não se fechando em si mesmas, mas criando dinamismos geradores de desenvolvimento sustentável. Por outro lado, lembra com total solidariedade as que não poderão dar o contributo que desejariam por estarem elas próprias afetadas no seu bem-estar, privadas de meios financeiros e de acesso a oportunidades universais como são a educação e a proteção social.

As consequências desta realidade são por demais evidentes, e trazem também implicações na concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: erradicação da pobreza e da fome; vidas saudáveis e com as oportunidades de educação, igualdade entre mulheres e homens. A Cáritas Pobreza realça a pobreza infantil, o surgir de doenças que já estavam controladas, na violência doméstica e na desagregação familiar.

Infelizmente, em Portugal, continua a não haver sensibilidade politica para a definição de uma estratégia que permita dar condições às famílias de modo a que sejam, de verdade, um dos pilares mais significativos para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Nem tão pouco, como determinam vários compromissos assumidos a nível internacional, lhes são dadas condições para combaterem um dos maiores constrangimentos existentes na Europa que é o decréscimo de natalidade.

A Cáritas Portuguesa, há muito que vem reclamando a criação, no mínimo, de uma Secretaria de Estado da Família para que o tal plano estratégico e a sua concretização fossem uma realidade. Por ser uma área transversal a todas as políticas em Portugal ou em qualquer outro país, esta Secretaria de Estado deveria estar sob a orientação direta do Primeiro-Ministro.

Enquanto a família e os seus legítimos anseios não se mantiverem na agenda política não poderemos ter esperança numa sociedade mais justa. Só poderemos alimentar a esperança de uma sociedade que vive como uma família quando também ela for constituída por famílias que vivem em pleno a sua missão.

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