Dia do refugiado | solidariedade para migrantes e refugiados


No Dia Mundial do Refugiado, a Cáritas Portuguesa reforça o seu apelo para que a Europa seja capaz de definir políticas de acolhimento que vão além do “mais do mesmo” e que seja a Europa a liderar a definição de políticas de migração que respondam, verdadeiramente, à urgência da situação humanitária que se vive.

Aos Chefes de Estado e Ministros dos Negócios Estrangeiros, reunidos em Bruxelas, a Cáritas pede que não deixem passar esta oportunidade de reforçarem o papel da Europa na liderança destas matérias.

A Cáritas Portuguesa assinala esta data, apresentando a sua área de atuação, através de um breve vídeo, “Migrações e Refugiados”, que reflete a sua crescente preocupação para com esta realidade tanto em advocacia como em apoio a projetos. Em Portugal a Cáritas é uma das organizações fundadoras da Plataforma PAR e pertence ao Fórum das Organizações Católicas para a Imigração (FORCIM). Está envolvida em vários projetos nacionais e locais, através das Cáritas Diocesanas, que dão apoio e resposta às necessidades dos muitos migrantes que estão atualmente no nosso país. Ao nível internacional é uma das 160 Cáritas que aderiu à campanha global da Caritas Internacionalis – “Partilhar a viagem” – a ser lançada em setembro de 2017 e que durante dois anos irá mobilizar esforços e recursos para responder aos apelos constantes do Papa Francisco para a criação de uma “cultura de encontro”.


Também em parceria com a Cáritas Europa e a Caritas Internationalis tem participado em vários projetos de apoio a refugiados, nomeadamente, através de campanhas de solidariedade para as quais agradecemos o contributo de todos os portugueses. Graças a este contributo, foi possível ultrapassar já os 150 mil euros em projetos apoiados, desde 2016.

Nos últimos três anos, a Europa tem assistido a um movimento sem precedentes de migrantes e refugiados. Desde 2015, mais de 65 milhões de pessoas foram forçadas a sair das suas casas. Entre elas estão quase 21,3 milhões de refugiados, o equivalente a duas vezes a população de Portugal, destes mais de metade são menores desacompanhadas.


A Cáritas reconhece a coragem destas pessoas que fogem em situações limites e sentem que a sua vida, nas suas terras de origem, não tem qualquer futuro. Mas quer que a migração seja uma escolha informada e defende que os migrantes devam ser legalmente protegidos.

“É necessário que se definam políticas de proteção aos migrantes e refugiados e, também, à população dos países de acolhimento, como Portugal, para que não tenham medo de abrir as suas portas a estas famílias que vêm em situações de grande fragilidade e que merecem ser tratadas com respeito e com dignidade”, lembra Eugénio Fonseca. “São pessoas que, em muitos casos, estão a experimentar o limite da sobrevivência. Trazem consigo o peso da guerra e da perseguição política ou religiosa. Para a Cáritas são apenas pessoas em situação de sofrimento e, por isso, para nós são também uma prioridade. A Europa e Portugal terão muito a beneficiar do acolhimento a estas famílias que trazem consigo a força da esperança própria de quem sobrevive.”

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