Após os devastadores sismos de magnitude 7.2 e 7.5 que atingiram a costa norte da Venezuela, a 24 de junho, o país enfrenta um cenário de destruição profunda, luto nacional e uma mobilização solidária que não abranda. Enquanto as equipas de resgate continuam a procurar sobreviventes entre edifícios colapsados, e os milagres ainda acontecem, a Cáritas Venezuela reforça o apelo à comunidade nacional e internacional para manter ativa a ajuda humanitária, sublinhando que “a reconstrução está apenas a começar”.
Impacto humano e material de enorme dimensão
A primeira fase consistia em salvar vidas e fazer um diagnóstico. Agora entramos na segunda fase. Isto é para longo prazo, por isso insistimos que a ajuda não pode parar.
- diretora executiva da Cáritas Venezuela, Janeth Márquez
Os centros paroquiais e diocesanos permanecem abertos, recebendo e distribuindo alimentos não perecíveis, água, medicamentos e material de higiene. A rede de voluntários continua a crescer, com centenas de pessoas a colaborar na triagem e envio de donativos para as zonas mais afetadas.
A partir das avaliações feitas no terreno, a Cáritas relata que muitas comunidades vivem um momento de profunda fragilidade emocional, marcado por:
- sensação de abandono e incerteza sobre o futuro
- medo constante devido às réplicas
- perda de referências comunitárias, já que templos, escolas e centros sociais também foram destruídos
- famílias desorientadas, sem informação clara sobre o futuro das suas casas
- crianças e idosos particularmente afetados pela insegurança emocional
Este diagnóstico interno reforça a necessidade de uma resposta que vá além da logística: é essencial garantir acompanhamento espiritual, psicológico e comunitário, para que as famílias possam recuperar não só as casas, mas também a confiança e a estabilidade emocional.
Ajude as vítimas do sismo na Venezuela
As doações financeiras são a melhor forma de apoiar a resposta humanitária.